Na terceira via, muitos nomes e um só ideal: ocupar o lugar de Bolsonaro no 2º turno

Na terceira via, muitos nomes e um só ideal: ocupar o lugar de Bolsonaro no 2º turno

Alberto Bombig e Matheus Lara

04 de novembro de 2021 | 05h00

O lançamento da pré-candidatura de Felipe d’Avila ao Planalto funcionou como baliza para o time da terceira via: se até o pré-candidato do Novo, considerado o partido mais à direita do bloco, entrou em campo criticando Jair Bolsonaro, é certo que nenhum dos nomes até agora colocados aliviará para o presidente. Ou seja, se o eleitor imaginar um corredor que tem d’Avila e Sérgio Moro (Podemos) numa ponta e Ciro Gomes (PDT) e Alessandro Vieira (Cidadania) na outra, Bolsonaro começa a atravessá-lo tomando canelada e termina levando voadora, após ter passado pelas cotoveladas do PSDB. Por quê? Todos sentem ser cada vez maiores as chances de o presidente ficar fora do 2.º turno.

Foto: Gabriela Biló/Estadão

De… Havia dúvidas quanto à “pegada inicial” de d’Avila, afinal, ele ascendeu à pré-candidatura empurrado pela turma do Novo que não curte a oposição de Amoêdo a Bolsonaro.

…leve. Além do disparo obrigatório contra o PT, o discurso de d’Avila nesta quarta-feira, 3, incluiu, sim, o presidente Jair Bolsonaro: “Está em jogo o futuro da democracia, a sobrevivência da liberdade, o governo constitucional”.

Minado. A fala pode não significar muito para quem detesta o presidente, mas certamente não é pouco para um partido com parlamentares simpáticos à agenda de Bolsonaro, incluindo o “voto auditável”.

A ver. A esperança do Planalto reside no União Brasil. Coalhado de bolsonaristas, o “novo” partido quer puxar o tapete de Henrique Mandetta.

Será… Articulador da pré-campanha de Moro, Alvaro Dias (Podemos-PR) vê o ex-juiz desafiado a tentar convencer os “adversários” da terceira via de que pode centralizar um projeto político vitorioso.

…que rola? “Sem protagonismo na política, ninguém se sustenta numa disputa presidencial”, afirma Dias. O estímulo a Sérgio Moro, que já tem alto nível de conhecimento, será desenvolver a habilidade de buscar a convergência no grupo da terceira via rumo à disputa do ano que vem.

SINAIS PARTICULARES. Simone Tebet, senadora (MDB). Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Escuta. Simone Tebet (MDB-MS) recebeu informações de que está bem avaliada em seu Estado, o que, em tese, facilitaria sua reeleição ao Senado. Porém, ela continuará ouvindo líderes emedebistas sobre a pré-candidatura ao Planalto. Só depois de encerrada a consulta, a senadora colocará prós e contras na balança.

CLICK. Estande do Brazil Climate Action Hub virou ponto de encontro na COP-26: governador do Espírito Santo Renato Casagrande (dir.) se encontrou com Eduardo Leite (RS) por acaso.

Assim… Após o sinal verde de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), senadores pretendem usar a futura sabatina de Raimundo Carreiro, cotado para a embaixada de Portugal, na Comissão de Relações Exteriores da Casa, para cobrar uma solução ao caso André Mendonça, parado na CCJ desde julho.

…não. Carreiro está de saída do TCU. A leitura é de que a Casa só sinaliza uma ação veloz em causa própria, pois senadores disputam a vaga dele

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MATHEUS LARA.

PRONTO, FALEI!

Heni Ozi Cukier, deputado estadual (Novo-SP)

“Alguns termos dificultam entender a gravidade das coisas. Exemplos: rachadinha é corrupção, você está se apropriando ilegalmente do dinheiro público. E precatórios são dívidas do poder público. Não pagá-los é calote”.

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