Na saída, presidente tenta cessar telecatch com PSL

Na saída, presidente tenta cessar telecatch com PSL

Coluna do Estadão

13 de novembro de 2019 | 05h00

Ao anunciar sua saída do PSL, Jair Bolsonaro, em privado, foi pragmático: não quer ver ninguém no novo partido brigando com os antigos aliados publicamente. Sabe que a continuidade do telequete a céu aberto fragiliza os governistas. À sua moda, disse que o “casamento não deu certo”. Agora, é bola para a frente. A articulação do governo já dava o divórcio como certo e tirou a temperatura com lideranças do Congresso. Avalia ser baixo o risco de descarrilamento completo do comboio. Os mais experientes a reduzem a crise a uma “briga de meninos”.

Vai que cola. Na contramão do que disse Bolsonaro, seus advogados travam uma batalha jurídica com o PSL para conseguir que os dissidentes carreguem o fundo partidário. Como deverá ser uma longa batalha, parlamentares temem não ter um tostão em 2020.

Na fila. Deputados do PSL que prometem seguir Bolsonaro terão de ficar fora da nova cúpula partidária em um primeiro momento. Por estarem formalmente ligados ao PSL, não podem assumir cargos na Aliança pelo Brasil.

Desfalque. Por uma regra criada pelo TSE, para assinar uma lista em prol de um novo partido, o cidadão não pode estar filiado a outro. Por isso, aliados de Bolsonaro preveem uma debandada do PSL.

De novo. O presidente, ao falar sobre a possibilidade de ir para um partido já existente, brincou: “Casar com viúva até dá, se ela tiver um ou dois filhos. Se tiver oito, aí não dá, não tem lua de mel nunca”.

Baixa. Os deputados bolsonaristas já sabem que não poderão contar com Marcelo Brum e Enéias Reis. Como são suplentes, estão impedidos de deixar o PSL para não perder o mandato.

Sem judicialização? O presidente do TST, Brito Pereira, compareceu ao lançamento do programa Trabalho Verde Amarelo. Para evitar problemas, o secretário Rogério Marinho o consultou antes do anúncio.

No forno. A força-tarefa da Operação Greenfield finaliza denúncia envolvendo irregularidades entre fundos de pensão e a empresa Sete Brasil. Querem apresentá-la até o fim do ano.

CLICK. O ministro Tarcísio Freitas, voltando de um evento do BNDES  no Rio, parou na loja do Flamengo. Comprou uma camiseta para sua filha, que é flamenguista roxa.

DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA

De olho… O governo resolveu endossar um projeto do Republicanos para criar a Lei de Responsabilidade Previdenciária. O texto já foi analisado pelo Ministério da Economia e deve ser apresentado à Câmara na semana que vem.

…no futuro. O projeto seria uma compensação à PEC paralela da Previdência, que incluiu os Estados e os municípios. A ideia é criar notas para avaliar a gestão das aposentadorias e, de acordo com elas, permitir um maior ou menor endividamento dos federativos nessa área.

Oh yeah! O vereador paulistano Arselino Tatto (PT) teve sancionado seu projeto para incluir no Calendário de Eventos de São Paulo o festival Lollapalooza. “O impacto econômico e o envolvimento da população demonstram que o festival está consolidado em nossa cidade”, comemora ele.

Equipe. O ex-ministro do TSE Gilson Dipp foi contratado para reforçar a defesa da senadora Juíza Selma no TSE, no processo de cassação contra ela. O time de defesa é capitaneado por Gustavo Guedes.

PRONTO, FALEI!

João Roma. FOTO: DOUGLAS GOMES/PRB LIDERANÇA

João Roma, deputado federal (PRB-BA): “Não queremos ‘fulanizar’ ou ‘ideologizar’ questões jurídicas, mas também não queremos viver num país de impunidade”, sobre prisão após segunda instância.

COM JULIANA BRAGA, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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