Na reta final, presidenciáveis do Centro vão reforçar medo no eleitor

Na reta final, presidenciáveis do Centro vão reforçar medo no eleitor

Coluna do Estadão

19 de setembro de 2018 | 05h30

A 20 dias da eleição, Henrique Meirelles (MDB) vai divulgar vídeo no qual diz que o eleitor precisa escolher o seu nome, agora, porque, com as opções “que estão aí”, depois será tarde demais. Geraldo Alckmin (PSDB) também vai reforçar que ele é a opção para evitar os candidatos dos extremos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Na briga pela vaga do 2.º turno, os discursos dos candidatos de centro se assemelham. O esforço é para convencer os eleitores de que a raiva (Bolsonaro) ou o saudosismo (Lula) que os movem podem gerar decepção após a eleição.

Assim confunde. Os candidatos do Centro têm repetido, com variações, as mesmas frases em suas campanhas. Alckmin, Meirelles e Alvaro Dias dizem: “A situação do Brasil não se resolve com blá-blá-blá”; “Tenho experiência” e “Sou o candidato do equilíbrio”.

Mesma língua. As campanhas admitem que o congestionamento de candidatos com o mesmo discurso é responsável pela pulverização dos votos e dificulta a ascensão de um representante do Centro.

Mais força. Após a pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo mostrar oscilação de 9 para 7 pontos, aliados de Alckmin concluíram que “não basta apenas bater em Bolsonaro, tem que espancar”.

Na telinha. Internado há 13 dias, Bolsonaro disse ao seu vice, Hamilton Mourão, ter esperanças de participar do debate na TV Globo, em 4 de outubro. Seus médicos admitem liberá-lo a depender da sua recuperação.

Conta mais. Bolsonaro externou a Mourão sua preocupação com as investigações da Polícia Federal sobre seu agressor Adelio Bispo. Quis saber se já havia detalhes extraídos dos celulares apreendidos.

Trégua. O PSDB decidiu não entrar com recurso para pedir a cassação da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. Por 4 a 3, o TSE rejeitou cassar a chapa em junho do ano passado. A ação foi movida pelos próprios tucanos.

Vai ou não vai? A única chance de reviravolta no caso é se o Ministério Público Eleitoral (MPE) entrar com recurso. A decisão tem de ser tomada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, até esta sexta-feira. Se punidos, Dilma e Temer podem ficar inelegíveis por oito anos.

Porta na cara. O ministro Felix Fischer, STJ, negou recurso do advogado Roberto Teixeira para se livrar da ação penal que trata do uso de propina da Odebrecht para pagar reforma do sítio de Atibaia.

Tô fora. O advogado do ex-presidente Lula tentava trancar decisão da primeira instância que o manteve réu no processo.

Tá dentro. Fischer entendeu que há indícios do envolvimento do advogado no esquema. Roberto Teixeira alegou na ação que era só defensor do petista.

CLICK. Médico de Bolsonaro, Antonio Macedo ganhou o Bisturi de Ouro 2018 de melhor cirurgião. Para não se afastar de SP, seu irmão recebeu o prêmio em Manaus.

COLUNA DO ESTADÃO

OS CONSELHEIROS 

SINAIS PARTICULARES: Antônio Hermann, conselheiro de Henrique
Meirelles (MDB); por Kleber Sales

Tchau, Manu. O PT chegou a cogitar fazer um grande evento em Porto Alegre, como aceno ao PCdoB e a Manuela d’Ávila. Mas desistiu e vai concentrar a campanha de Haddad no Nordeste. O candidato passará o fim de semana em Pernambuco.

Lobby. Grace Mendonça, da AGU, pediu a Gilmar Mendes para ele não dar liminar a favor do Sebrae. O ministro é o relator da ação na qual a entidade pede a suspensão da MP que tira R$ 200 milhões para criar a Agência Brasileira dos Museus.

#FICAADICA

Carlos Roberto Vieira da SIlva Filho, diretor da Abrelpe

“É preciso dar prioridade às ações para adequar a má gestão de resíduos no País. É um problema que afeta a saúde de 95 milhões de brasileiros”, Carlos Roberto Vieira da SIlva Filho, diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Publica e Residuos Especiais (Abrelpe). 

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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