Na reta final, Alckmin promove ‘arrancada’

Na reta final, Alckmin promove ‘arrancada’

Coluna do Estadão

22 de setembro de 2018 | 05h30

A 15 dias da eleição presidencial, Geraldo Alckmin fará um ato neste fim de semana em São Paulo intitulado “Arrancada 45” para tentar motivar a militância. Estagnado nas pesquisas e atrás de Bolsonaro (PSL), Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT), o tucano tem perdido apoio de candidatos da sua aliança, que estão tirando seu nome dos santinhos, mas ainda conta com o aval da cúpula das oito siglas. Aliado de primeira hora, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, diz: “Vamos cumprir o nosso desafio e ir com o Geraldo até o final. Lealdade é lealdade”.

Vai dar. Embora no Piauí tenha se aliado ao PT, o presidente do PP, Ciro Nogueira, também afirma que o partido não vai abandonar Alckmin. Aposta que ele vai crescer com os votos de Minas, onde o PSDB lidera a disputa ao governo, São Paulo e dos antipetistas.

Braços… Fora da disputa eleitoral, José Serra (PSDB-SP) faz coro com FHC e pede a união dos candidatos do centro para evitar a polarização entre os extremos. “Creio que esse entendimento apontaria para o Alckmin, mas devemos começar a negociação sem impor nomes”, afirma.

….dados. Serra diz que “é hora de juntar forças e escolher bem, antes que os acontecimentos nos levem à pior das situações possíveis”. Refere-se a um eventual 2.º turno Bolsonaro (PSL) versus Haddad (PT).

Sobrou… O foco era Bolsonaro, mas uma peça publicitária da campanha de Alckmin acabou atingindo os deputados federais e irritou apoiadores do tucano.

…para todos. “Sabe quanto um deputado como o Bolsonaro custa por ano? Mais de R$ 2 milhões”, diz o locutor, seguido de Alckmin prometendo acabar com privilégios. “O eleitor quer saber é de emprego”, se queixa Marquezelli (PTB-SP).

Precificado. Apesar de o empresariado ser atraído pela presença de Paulo Guedes na equipe de Bolsonaro, não vai se surpreender com uma saída repentina dele.

Sem controle. Quem conhece a dupla diz que ambos têm personalidades intempestivas e Guedes, histórico de desentendimentos na carreira. A fragilidade da relação preocupa.

Prioridade máxima. Um oficial de Justiça foi à casa do vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, na quinta notificá-lo sobre a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que deu 72 horas para ele se manifestar sobre a polêmica em torno da biometria. O prazo acaba domingo.

Incógnita. Ao ingressar com a ação no STF, o PSB alegou que a exigência da biometria levou ao cancelamento de 5,5 milhões de títulos. Segundo o advogado da ação, Daniel Sarmento, a proibição de votar é uma penalidade muito grave.

CLICK. João Amoêdo (Novo) entrega quanto seus concorrentes receberam do fundo eleitoral. O presidenciável, que abriu mão da verba, não cita o nome de Haddad.

OS CONSELHEIROS

SINAIS PARTICULARES. Pérsio Arida, conselheiro de Geraldo Alckmin; por Kleber Sales

Avaliação. O psiquiatra paulista Hewdy Lobo Ribeiro examinou ontem o agressor de Jair Bolsonaro, Adelio Bispo. A expectativa da defesa é de que o laudo saia em até uma semana.

O preço. Desde domingo, por causa dos problemas com o fornecimento da Venezuela, a energia em Roraima é fornecida integralmente por fontes brasileiras. O custo diário adicional para todo o País com a operação é de R$ 3 milhões.

#FICAADICA

“Temos que construir um cenário de convergência. O momento eleitoral terá de dar espaço ao da reconstrução de nossas estruturas. O Brasil é de todos nós”, do presidente do UnitedHealth Group Brasil, Claudio Lottenberg

COM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadãoMOURA