Na mira de PT e 3ª via, PSD faz consultas internas sobre aliança no primeiro turno

Na mira de PT e 3ª via, PSD faz consultas internas sobre aliança no primeiro turno

Mariana Carneiro, Camila Turtelli, Matheus Lara e Gustavo Côrtes

21 de abril de 2022 | 05h01

O presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Amanda Perobelli/Estadão.

Objeto de interesse do PT e de partidos da terceira via para integrar alianças ainda no primeiro turno, o PSD começou a discutir formalmente o que fará na eleição presidencial. Gilberto Kassab consultou anteontem o diretório do Rio de Janeiro, onde o prefeito Eduardo Paes e seus aliados disseram preferir que, na ausência de um nome próprio, o partido não apoie ninguém. A opção libera os políticos a se vincularem a presidenciáveis de acordo com suas próprias conveniências. Na próxima semana, serão ouvidos políticos da Bahia e do Amazonas, onde Otto Alencar e Omar Aziz já indicaram preferir ficar liberados para apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, o que não é consenso dentro da sigla.

TENDÊNCIA. A maior probabilidade, neste momento, é que o PSD acabe liberando seus filiados, uma vez que os principais nomes do partido, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), não se animaram em se candidatar. A estratégia também permite que todo o dinheiro do fundo eleitoral seja usado para turbinar candidaturas de governadores, deputados e senadores.

DESCE. A neutralidade do PSD é especialmente negativa para o PT, que tenta conquistar eleitores do centro para votar em Lula.

CARDÁPIO. A bancada do PT no Senado convidou Rodrigo Pacheco para um jantar político na próxima semana, com a agenda do Congresso e as eleições na pauta. Ao ser convidado pelo líder dos petistas no Senado, Paulo Rocha (PA), Pacheco perguntou: “Com lula ou sem lula?”.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Rodrigo Pacheco, senador (PSD-MG)

BEM-VINDOS. O Brasil concedeu, desde o início da guerra até 12 de abril, 126 vistos a ucranianos, informa o Itamaraty em reposta a ofício do deputado Vinícius Poit (Novo-SP).

TROCA. O economista Daniel Couri vai assumir o cargo de diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI). Ele substituirá Felipe Salto, nomeado secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo na última terça-feira.

CLICK. Daniel Silveira, deputado federal (PTB-RJ)

Almoçou com poucos amigos horas antes do julgamento no STF, em uma galeteria em Brasília. Na foto, com o também deputado Coronel Tadeu (PL-SP).

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