Na despedida, Marcela deixa conselho a Michelle

Na despedida, Marcela deixa conselho a Michelle

Coluna do Estadão

31 de dezembro de 2018 | 05h00

 

Marcela Temer e Michelle Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR

Com atuação discreta, a primeira-dama Marcela Temer diz se despedir do posto com a sensação de dever cumprido. “Foi uma honra servir ao meu País. Nesta jornada incrível, conheci pessoas e projetos inspiradores”, contou à Coluna, numa rara declaração. Ela avalia que a sucessora, Michelle Bolsonaro, encontrará um País de “pessoas boas, que não medem esforços para garantir o bem-estar do próximo”. “Tenho a convicção de ela que fará um belo trabalho no fortalecimento de políticas para a primeira infância e de proteção às crianças”, aposta.

De Marcela… A primeira-dama comemorou a manutenção pelo governo Bolsonaro do programa Criança Feliz, do qual é embaixadora. Mais de 440 mil crianças e gestantes receberam orientações em casa sobre saúde e educação.

…para Michelle. “Acompanhei de perto uma dessas visitas e pude constatar que as orientações têm sido enriquecedoras para o desenvolvimento das crianças”, ressaltou Marcela.

Ponto final. A primeira-dama deixou o Jaburu no último dia 15 sob aplausos dos funcionários e da equipe que a acompanhou por dois anos e meio. Marcela voltará à capital somente amanhã para passar o bastão à sucessora.

Combinado. O futuro ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, estipulou como meta dos primeiros cem dias de governo estabelecer a nova tabela de frete dos caminhoneiros. O tema gerou uma das piores crises do governo de Michel Temer.

Boicote. Nenhum dos nove governadores do Nordeste estará presente na posse de Jair Bolsonaro. Geralmente as cerimônias nos Estados são agendadas pela manhã para não coincidir com a transmissão da faixa presidencial. Não foi o que ocorreu neste ano.

Ocupados. Dos governadores eleitos no Nordeste, todos são de oposição a Bolsonaro. Quatro deles são petistas: Camilo Santana (CE), Wellington Dias (PI), Rui Costa (BA) e Fátima Bezerra (RN). Filho do senador Renan Calheiros (AL), o governador de Alagoas, Renan Filho, também não estará presente.

OS NOVOS MINISTROS –  A SÉRIE

 

SINAIS PARTICULARES.  Marcelo Álvaro Antônio, Turismo; por Kleber Sales

 

 

Em obra. Por determinação do ministro Dias Toffoli, o gabinete da presidência do Supremo passa há mais de dois meses por reforma que inclui a substituição de carpete por piso frio e até mesmo a instalação de um chuveiro elétrico.

Custo Brasil. A obra vai custar R$ 443.908,43 aos cofres públicos e deve ser concluída em janeiro. De acordo com a assessoria do tribunal, a troca do piso “foi por questão de higiene e saúde, assim como a reforma geral do gabinete”. O revestimento provocou alergia em Toffoli.

CLICK. O termo de posse de Jair Bolsonaro foi redigido pela calígrafa Andréa Branco. Desde 1891, um profissional redige à mão o texto dias antes da cerimônia.

Embarque. Antônio Claret, que até dia 15 presidia a Infraero, vai comandar o Daesp, órgão do governo de São Paulo responsável pelos aeroportos regionais. A convite do governador eleito João Doria (PSDB), Claret vai preparar a privatização de todos os aeroportos do Estado.

DNA. Claret é ligado a Valdemar Costa Neto, dono do PR, que o indicou para a chefia da Infraero.

PRONTO, FALEI!

 

Senador Major Olímpio. Foto: Sérgio de Castro/Estadão

“Temos 4 senadores. Cada um vai buscar o máximo de espaço, sem prejudicar a governabilidade”, DO SENADOR MAJOR OLÍMPIO (PSL-SP), sobre negociação para formação de bloco e presidência de comissões.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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