Mulher de Cabral teria usado escritório para lavar dinheiro

Coluna do Estadão

17 de novembro de 2016 | 07h23

adriana

 

Alvo da Operação Calicute, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, Adriana Ancelmo é suspeita de usar seu escritório de advocacia para lavar dinheiro de corrupção recebido pelo marido, o ex-governador Sérgio Cabral. Ela foi alvo de mandado de condução coercitiva. A investigação é tocada em conjunto pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público.

Em depoimento de delação premiada, o empresário Fernando Cavendish contou que deu de presente um anel para ela de R$ 800 mil em julho de 2009, durante uma viagem a Mônaco, da joalheria  Van Cleef & Arpels. De ouro branco e brilhantes, o anel foi pago no cartão de crédito do empresário.

O esquema de corrupção aponta pagamento de propina de 5% a 6% para a execução de obrar no Rio de Janeiro, incluindo a reforma do Maracana, no período do governo de Cabral. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões. (Andreza Matais)

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