MPF apreende 63 quadros na Operação Circus Maximus; veja as fotos

MPF apreende 63 quadros na Operação Circus Maximus; veja as fotos

Juliana Braga

21 de fevereiro de 2019 | 16h00

Banco Regional de Brasília. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Secretaria de Estado de Comunicação do DF

A força-tarefa Greenfield, do Ministério Público Federal, apreendeu 63 quadros no âmbito da Operação Circus Maximus.

Eles pertencem a Henrique Domingues Neto, sócio da Biam DTVM, e Henrique Leite Domingues, ex-diretor de Administração de Recursos de Terceiros do BRB DTVM.

A força tarefa descobriu os itens escondidos em um depósito e sob custódia de outras pessoas, em tese, para dificultar o andamento das investigações. A posse foi comprovada por meio de documentos encontrados no local.

O MPF ainda não calculou o valor do patrimônio.

A Operação Circus Maximus investiga irregularidades em fundos de investimentos no Banco Regional de Brasília (BRB). São alvos da operação ao menos dois empreendimentos: o FII SIA, (ligado à Praça Capital, desenvolvido pela Odebrecht Realizações e Brasal Incorporações, em Brasília) e ao FIP LSH (relacionado ao antigo Trump Hotel, no Rio de Janeiro).

A força-tarefa Greenfield já identificou prejuízo de R$ 348 milhões ao banco, a investidores e ao sistema financeiro nacional, e mais de R$ 20 milhões em propinas.

A PR-DF pede, além da condenação dos envolvidos, o confisco de bens equivalente ao triplo das quantias desviadas.

A defesa dos investigados diz não se tratar de ocultação de patrimônio. A coleção pertence, afirmam os advogados, somente a Henrique Domingues Neto, que a declarou em seu Imposto de Renda e ao juiz na audiência de custódia. Os quadros estavam sob custódia de terceiros porque foram colocados à venda desde o ano passado. (Juliana Braga)

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