Mourão tenta emplacar embaixador nos EUA

Mourão tenta emplacar embaixador nos EUA

Coluna do Estadão

12 de março de 2019 | 05h00

Vice-presidente, general Hamilton Mourão. FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS

O cientista político Murillo de Aragão entrou na disputa para se tornar embaixador do Brasil em Washington, o cargo mais cobiçado da diplomacia brasileira no exterior. Ele conta com o apoio do vice Hamilton Mourão. A ideia encontra resistência no chanceler Ernesto Araújo, simpático ao nome do diplomata Nestor Forster Júnior, responsável por apresentar o atual ministro de Relações Exteriores ao escritor Olavo de Carvalho. Forster, antes, teria de ser promovido a embaixador, conforme as regras. Há outros nomes e cartas sobre a mesa.

Desvio de rota. A escolha de nomes de fora da carreira diplomática, como o de Aragão, para embaixadas não é algo incomum. Porém, na maioria da vezes, eles acabaram ocupando postos em Lisboa ou Roma.

Registro. Procurado pela Coluna, Murillo de Aragão afirmou que preferia não comentar o assunto. A decisão do governo é aguardada para sair na viagem de Jair Bolsonaro aos EUA.

Responsa. Rodrigo Maia disse ontem a quem o visitou que ficará a cargo do presidente da CCJ, Felipe Francischini, de 27 anos, a escolha do relator da reforma da Previdência no colegiado.

Corte. O comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, informou a um grupo restrito de oficiais em que pé estão as negociações pela reforma da Previdência. O retorno do auxílio-moradia como compensação ficou de fora.

Sem ruído. A equipe econômica avaliou que incluir o auxílio-moradia para os militares no momento em que o Judiciário derrubou o benefício poderia atrapalhar a comunicação baseada no fim de privilégios.

Ganho. Por outro lado, está mantido na proposta desenhada no Ministério da Defesa o retorno das gratificações por cursos. O objetivo é incentivar a capacitação dos militares e evitar a evasão dos bons quadros para outras carreiras.

Palavra final. O Ministério da Defesa envia esta semana a proposta de reforma para a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia), que fará avaliação antes de remeter o pacote para a análise direta do presidente Jair Bolsonaro.

SINAIS PARTICULARES.
NOVOS LÍDERES DO CONGRESSO
Randolfe Rodrigues, líder da Rede no Senado (AP)

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

A voz… Calejados em reforma da Previdência, emedebistas foram críticos à ideia do governo de tramitar a PEC em paralelo a outras agendas importantes, como o pacote de Sérgio Moro, a desvinculação do orçamento e a unicidade sindical.

…da experiência. A não ser que a estratégia seja implodir as outras pautas para salvar a Previdência, alerta um ex-combatente.

Encontro. Na próxima semana, o MDB, com governadores e prefeitos, se reunirá em Brasília para discutir o governo e a reforma.

CLICK. No plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, uma das redes diz “comunismo não”. A Casa terá, na sexta-feira, uma de suas eleições mais disputadas.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Troca-troca. O ex-deputado Milton Monti (PR-SP) é cotado para assumir a vaga deixada por Leonardo Quintão (MDB-MG) na articulação política da Casa Civil.

Largada. Rodrigo Maia reuniu ontem representantes dos ministérios de Minas e Energia e da Economia para tratar da privatização da Eletrobrás. Quer retomar a pauta o quanto antes.

Memória. O PSOL fará atos e uma missa na Candelária no Rio para marcar um ano do assassinato de Marielle Franco, na quinta-feira.

PRONTO, FALEI!

Antonio Donato. FOTO: AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO

Antonio Donato, vereador do PT na Câmara Municipal de SP: “O mais lamentável é constatar que, enquanto São Paulo vive um caos, Bruno Covas está mais uma vez ausente”, sobre o prefeito de SP estar em licença.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU NAIRA TRINDADE

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao