Moro já terá segurança da PF durante transição

Moro já terá segurança da PF durante transição

Coluna do Estadão

03 Novembro 2018 | 05h30

Foto: Alex Silva/Estadão

A Polícia Federal fará a segurança de Sérgio Moro já durante o período de transição. Para assumir o Ministério da Justiça, o juiz terá de se desligar da magistratura e perderá a escolta oferecida pela Justiça Federal. A autorização para que o “cidadão” Moro ganhe a proteção, mesmo antes de assumir a pasta, será dada pela direção-geral da PF. Ele já recebeu inúmeras ameaças devido ao seu trabalho na condução da Operação Lava Jato. “Eu e ele temos menos direitos do que alguém com a tornozeleira que está andando por aí”, resumiu Bolsonaro.

Blindagem. Por causa da Lava Jato, Moro se viu obrigado a usar carro blindado e a só sair de casa acompanhado de escolta armada. A Polícia Federal era acionada quando o magistrado viajava ou em momentos mais críticos da operação.

Perguntem. Moro convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na próxima terça. Quer esgotar dúvidas sobre sua decisão de entrar no governo e contar seus planos para a pasta.

Sem crise. Antes de Moro ser escolhido ministro da Justiça, o grupo de militares da reserva que auxilia Bolsonaro já havia indicado um técnico para ser o responsável na transição por reunir dados da segurança pública. Dizem, porém, que Moro poderá escolher outro se quiser.

Clássico. A indicação de Moro surpreendeu os militares. Um general resume: “Foi um gol de bicicleta de fora da área, comparado ao do Zlatan Ibrahimovic na partida da Suécia contra Inglaterra”. A façanha rendeu o título de gol mais bonito de 2013 ao jogador.

Pensando bem… No segundo turno da eleição presidencial, o ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto cogitou declarar apoio a Fernando Haddad (PT) no Twitter, mas não levou a ideia adiante.

Pidão. Antes das eleições, Magno Malta (PR-ES) era frequentador assíduo do Planalto. Ministros que despacham por lá dizem que levava sempre lista de pedidos de cargos rivalizando com a senadora Rose de Freitas (PODE-ES).

Voltei. Malta deve ocupar uma secretaria no governo de Jair Bolsonaro.

SINAIS PARTICULARES: Jair Bolsonaro, presidente eleito; por Kleber Sales

Vale tudo. Aliados de Bolsonaro veem uma alternativa para o presidente eleito indicar quatro e não dois ministros do Supremo até o fim do seu governo. A manobra passa por revogar a PEC da Bengala, que aumentou de 70 para 75 anos a aposentadoria na Corte.

Dança das cadeiras. Se o Congresso reduzir a idade máxima de 75 para 70 anos, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski terão de deixar o Supremo imediatamente. Pela regra atual, Celso e Marco Aurélio saem em 2020 e 2021.

CLICK. Deputada eleita, Joice Hasselmann (PSL) ganhou tratamento de popstar em restaurante de Brasília: foi assediada por clientes e escoltada por seguranças.

Foto: Andreza Matais

Fora da agenda. Bolsonaro visitou ontem o Centro de Adestramento da Ilha de Marambaia, no Rio. Foi ver de perto o estande de tiro, único utilizado para treinamento de artilharia pesada.

Abrindo os trabalhos. O Diário Oficial da União (DOU) de segunda traz a nomeação de Onyx Lorenzoni como ministro extraordinário. Ele terá de se licenciar do mandato para coordenar o grupo de transição. Poderá optar pelo salário de deputado (R$ 33,7 mil), maior do que o de ministro de Estado (R$ 30,9 mil).

PRONTO, FALEI!

Foto: Agência Câmara

“Atenção, Bolsonaro: nem Jesus queria Jerusalém capital política de Israel”, DO EX-DEPUTADO FEDERAL PAULO DELGADO, sobre os planos da política externa de Jair Bolsonaro.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA, ROBERTO GODOY E TEO CURY.

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