Mobilização contra covid-19 ainda é promessa

Mobilização contra covid-19 ainda é promessa

Coluna do Estadão

03 de outubro de 2020 | 05h00

Foto: LQFEx/Ministério da Defesa

Sete meses depois de a pandemia da covid-19 ter começado a desenhar seu rastro de dor, sofrimento e apreensão por todo o Brasil, o Ministério da Saúde ainda estuda a possibilidade de realizar um dia de conscientização sobre os cuidados precoces com a doença. O Estadão mostrou no fim de setembro que a pasta pretendia realizar neste sábado (3/10) um “Dia D” de enfrentamento do coronavírus, porém, a ação foi postergada e ainda não tem data para ocorrer. É só mais um exemplo, simbólico, da desimportância que Jair Bolsonaro conferiu à pandemia.

Cri, cri, cri… Secretários da Saúde estaduais disseram à Coluna não terem recebido qualquer comunicação federal sobre a mobilização contra a covid-19.

Ampla. Para o tal “Dia D”, o governo também pretendia medicar quem já estivesse infectado.

Geral. A pasta queria, inclusive, distribuir medicamentos do chamado “kit covid-19”, que reúne cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina.

Irrestrita. Não há eficácia científica comprovada sobre o uso dessas drogas contra a doença. Esse é o único lado bom de o “Dia D” não ter saído do papel.

Renda digital. Surgiu nova ideia para financiar o Renda Cidadã (ou Renda Brasil). O deputado federal Danilo Forte (PSDB-CE) propõe bancar o programa com uma contribuição social sobre as plataformas digitais que faturam mais de R$ 100 milhões, como o Google e o Facebook. O governo já sinalizou apoio.

Juntos. A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, pedirá um acordo de cooperação técnica com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que já foi criada mas ainda não instalada.

Juntos 2. O governo precisa indicar a presidência do órgão e demais cargos.

Parceria. Para a secretária da área, Juliana Domingues, a Senacom já acompanha processos relacionados ao uso inadequado de dados de consumidores e, por isso, pode contribuir com os trabalhos da ANPD. Hoje, a secretaria tem 34 processos nessa área.

CLICK. Candidata a prefeita de SP, Joice Hasselmann (PSL) resolveu levar para a campanha uma personagem que muito a incomodou: a Miss Piggy, de Os Muppets.

Reprodução

Aí não, né? Quando foi atacada por bolsonaristas, dentre eles um filho do presidente, com a alcunha depreciativa e jocosa de Peppa Pig, Joice não gostou.

Dissonância. Joice fez o debate da Band TV tentando mostrar personalidade forte e corajosa para comprar briga. Muito diferente da doce e suave Miss Piggy.

Pior… A um amigo, Daniel Braga disse, sobre a reclamação dos tucanos de que Joice pegou pesado com Bruno Covas no final de semana passado: “Se eu não estivesse com ela, podem ter certeza de que seria ainda pior”.

…sem ele? Braga é responsável pela estratégia de marketing da candidata do PSL à Prefeitura de São Paulo, porém muito próximo de João Doria (PSDB).

Gostei. Em tempos de pandemia, a ex-prefeita Marta Suplicy não foi ao debate na Band, mas esteve muito ativa no grupo de WhatsApp denominado Frente Ampla. “Boa pergunta Bruno. Ótima resposta do Orlando”, escreveu ela quando Covas (PSDB) e Silva (PCdoB) falaram sobre preconceito contra negros.

SINAIS PARTICULARES. 
Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo e ex-senadora

Ilustração: Kleber Sales

 

PRONTO, FALEI!

Simone Tebet

Foto: Dida Sampaio/ Estadão

Simone Tebet, senadora (MDB-MS): “Nosso requerimento de informação nada mais é do que nossa indignação transformada em ação. É preciso que o Ministério do Meio Ambiente, através do Ibama, preste contas à sociedade brasileira”, sobre pedido para Ibama informar sobre multas aplicadas referentes a queimadas e desmatamento na Amazônia e no Pantanal.

COM ALBERTO BOMBIG E MARIANA HAUBERT. COLABOROU PEDRO VENCESLAU.

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