Ministro do TCU pede que leniência da Odebrecht seja discutida em sessão aberta

Ministro do TCU pede que leniência da Odebrecht seja discutida em sessão aberta

Juliana Braga

11 Julho 2018 | 12h04

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas pediu ao presidente da Corte, Raimundo Carreiro, para discutir o acordo de leniência da Odebrecht em sessão aberta. Segundo ele, a sessão fechada só se justificaria se o acordo fosse sigiloso, mas, argumenta, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria-Geral da União já o anunciaram publicamente.

O acordo foi incluído na pauta do TCU desta quarta-feira, 11. Ministros da Corte, responsável por verificar sobrepreços em obras públicas, não gostaram de não terem tido acesso à metodologia empregada para calcular a multa cobrada da empreiteira.

Em um memorando encaminhado ao presidente do TCU, Raimundo Carreiro, ao qual a Coluna do Estadão teve acesso, Bruno Dantas crítica  atuação dos ministros Wagner do Rosário e Grace de Mendonça. Ele anexa um aviso interministerial com o compromisso da AGU e CGU de enviarem o documento ao tribunal assim que chegasse a eles e um ofício em que o secretário-executivo da CGU se compromete com a mesma coisa.

” Os recentes e inusitados desdobramentos da aludida fiscalização são a evidência mais contundente do quão compreensiva e ponderada foi a postura da equipe de auditoria, diante do pressuposto de que são honrados os compromissos institucionais assumidos quando há uma perspectiva de lealdade, respeito e parceria norteando o relacionamento dos órgãos estatais”, alfineta.

Na segunda-feira, 9, a Odebrecht firmou acordo de leniência com CGU e AGU. No documento, a empreiteira se compromete em devolver R$ 2,7 bilhões ao longo de 22 anos.

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