Ministro de Bolsonaro já chamou Renan de bandido

Ministro de Bolsonaro já chamou Renan de bandido

COLUNA DO ESTADÃO

14 de outubro de 2018 | 05h30

Cotado para assumir a Casa Civil em eventual governo de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) poderá ter que lidar com um desafeto. Reeleito, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) está às voltas de presidir o Senado. No final de 2016, os dois trocaram ofensas quando o Congresso discutiu o pacote de medidas anticorrupção. Onyx foi o relator na Câmara e elaborou parecer diferente do negociado com líderes. Na discussão, Renan insinuou que o deputado recebera dinheiro da indústria de armas. Onyx rebateu chamando Renan de “bandido”.

Tá guardado. O relatório de Onyx, que acatou demandas do Ministério Público Federal, não desagradou apenas Renan Calheiros. No seu partido, o DEM, a avaliação é de que não será fácil sua relação com o Congresso Nacional. Há desconfiança de que ele não cumpre o combinado.

Vamos à luta. Em movimentos discretos, Renan Calheiros já começou a costurar sua candidatura à presidência do Senado. Essa semana, disparou ligações para líderes partidários chamando para conversar.

Com a palavra. Procurado, Onyx não ligou de volta. Na época, ele negou ter recebido caixa dois da indústria de armas. Em 2014, o deputado declarou em sua prestação de contas de campanha ter recebido doações legais das empresas CBC e Taurus.

Queimou largada. Irmão de Ciro Gomes, o recém-eleito senador Cid Gomes, (PDT) vai abrir frente contra Renan. A aliados, Cid nega que vá disputar o comando da Casa, mas admite que trabalhará entre os 46 novatos para que o alagoano não assuma o Senado.

SINAIS PARTICULARES. Ciro Gomes, candidato à Presidência derrotado (PDT); por Kleber Sales

Maquiagem. A campanha de Fernando Haddad (PT) definiu que mais do que descolar a imagem do ex-candidato da de Lula, o PT precisa imprimir-lhe um ar de liderança. Os trackings mostram que a ideia de que tem pulso para comandar o País impulsionou o adversário Jair Bolsonaro (PSL).

Aceita que dói menos. A promessa de Bolsonaro de fazer um ministério técnico, sem indicações de partidos já está sendo assimilada pelo Congresso. Um cacique diz que o jeito é se adaptar à nova realidade.

Alô… O próximo presidente da República já assumirá tendo à disposição um instituto de pesquisa para fazer levantamentos quantitativos e qualitativos na população. O Planalto realiza licitação este mês para contratar uma empresa por até R$ 7,2 milhões por um ano.

…cidadão. Segundo o edital, essa é a maneira “científica” de inferir as preferências dos cidadãos sobre temas relevantes da agenda nacional. O contrato que está vencendo agora fez em média, por ano, 24 mil entrevistas presenciais e outras 22 mil por telefone.

CLICK. Um grupo de generais reformados, apoiadores de Jair Bolsonaro, montou um QG em um hotel em Brasília para trabalhar nas diretrizes de governo do candidato.

Resetar. Com metade da bancada reeleita, o PTB de Roberto Jefferson já começou a estudar as mudanças na legenda. A queda de 19 para 10 deputados fez a sigla pensar em se refundar.

Cortesia. Presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli já avisou que pretende se encontrar com o próximo presidente da República eleito antes mesmo da posse. Possivelmente em um almoço para iniciar os diálogos. O gesto sinaliza o empenho do ministro em criar uma relação harmônica entre os Poderes.

A SEMANA

Quarta-feira, 17

Parlamentares analisam vetos em sessão do Congresso

Um dos destaques é o veto do governo ao aumento salarial para agentes comunitários de saúde, de R$ 1.014 para R$ 1.550.

Quarta-feira, 17

STF decide se é legal exigir aviso prévio para manifestações

Está na pauta do Supremo recurso que determina obrigatório avisar as autoridades antes de realizar manifestações.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU AMANDA PUPO

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