Ministério da Cidadania quer enviar novos cartões a usuários do Auxílio Brasil

Ministério da Cidadania quer enviar novos cartões a usuários do Auxílio Brasil

Mariana Carneiro, Camila Turtelli, Matheus Lara e Gustavo Côrtes

24 de abril de 2022 | 05h00

O Ministério da Cidadania está em plena negociação com a Caixa Econômica Federal para emitir novos cartões a serem enviados aos cerca de 18 milhões de beneficiários do Auxílio Brasil. A medida incluiria os que hoje recebem por meio do cartão onde se lê Bolsa Família, programa lançado no governo do PT e que foi encorpado e renomeado sob Jair Bolsonaro. A iniciativa tende a impulsionar um dos carros-chefes do presidente na tentativa de angariar votos em regiões onde o rival Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem, como no Nordeste. O principal obstáculo é a falta de orçamento do Cidadania para bancar a emissão e pagar a Caixa pelo serviço de enviar os cartões aos beneficiários.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

TENTEI. No mês passado, a pasta pediu R$ 670 milhões ao Ministério da Economia para os novos cartões. Mas com a necessidade de garantir R$ 1,7 bilhão para o reajuste de servidores, a pasta disse não. As negociações com a Caixa, porém, continuaram.

ROBUSTO. Uma discussão é o pacote de serviços. Se o cartão tiver chip, por exemplo, fica mais caro. Procurados, Cidadania não comentou e a Caixa informou que está em tratativas, mas que as informações são com o governo. 

PASSIVO. Não é só para isso que o Cidadania precisa de dinheiro. A CGU e o TCU querem que a pasta recupere os cerca de R$ 7 bi que ainda faltam em benefícios do Auxílio Emergencial pagos irregularmente. O ministério avalia contratar uma empresa especializada em cobrança, que cobra 15% do valor arrecadado. 

CLICK. Romário, senador (PL-RJ)

Enquanto políticos repercutiam o indulto a Daniel Silveira, o senador, que disputa o apoio de Bolsonaro à reeleição, só teve olhos para o carnaval do Rio.

PRONTO, FALEI. Nésio Fernandes, presidente do Conass

“Lamentável que o debate sobre o fim do Estado de Emergência de Importância Nacional tenha se limitado à determinação política do Palácio do Planalto.”

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