Militares resistem a ação na Venezuela

Militares resistem a ação na Venezuela

Coluna do Estadão

06 Fevereiro 2019 | 05h00

Foto: Cristian Hernández/EFE

A ideia do chanceler Ernesto Araújo de enviar “ajuda humanitária” à Venezuela encontra resistência nas Forças Armadas. Para os militares, qualquer tipo de missão brasileira, mesmo com nobres pretextos, estará sob risco no país vizinho, em ebulição social e política. Aos diplomatas ideológicos do Itamaraty, representantes do núcleo militar do governo avisaram que, além do alto grau de dificuldade logística da ação, qualquer incidente grave envolvendo um brasileiro em solo venezuelano abrirá um caminho sem volta na relação entre os dois países.

É tudo nosso. Davi Alcolumbre (DEM-AP) pediu um estudo dos cargos comissionados do Senado. Sob o argumento de enxugar a estrutura, começará a reduzir o poder do MDB, uma espécie de máquina de fazer nomeações, na Casa.

Calma lá. O Senado tem quase 3.000 cargos comissionados, mas Alcolumbre, o presidente, só tem controle direto sobre cerca de 200 deles, diz um técnico.

Sorte lançada. Renan Calheiros (MDB-AL) terá as duas denúncias apresentadas pela PGR contra ele por corrupção passiva e lavagem de dinheiro analisadas pela Segunda Turma do STF. Caberá ao colegiado decidir se coloca o emedebista no banco dos réus.

Vem aí. Se Renan tivesse sido eleito presidente do Senado, o caso seria analisado pelo plenário, que julga chefes de Poderes. A Segunda Turma se tornou mais “linha-dura” com a substituição de Dias Toffoli por Cármen Lúcia, avaliam integrantes do Supremo.

Defesa. A assessoria de Renan diz que o MPF multiplicou investigações sobre as mesmas acusações e que os inquéritos são baseados apenas em depoimentos de “bandidos” e de delatores.

SINAIS PARTICULARES. Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores.

CRÉDITO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Atalho. Marcelo Ramos (PR-AM) protocolou ontem projeto de resolução para que todas as votações sejam abertas na Câmara. O trâmite de uma PEC, como a do senador Lasier Martins (PSD-RS), é mais lento e exige quórum alto.

De boa. Luiz Fux chamou ontem o colega Marco Aurélio Mello de “ministro habeas corpus”. “Fico até contente”, respondeu aos risos Marco Aurélio.

Paz interior. Fábio Ramalho (MDB-MG) disse estar “em descanso espiritual para se encontrar consigo mesmo”. Segundo contou à Coluna, até ontem não havia pisado na Câmara desde o resultado da eleição para presidente da Casa, quando recebeu apenas 66 votos.

Hortifruti 1. Quando voltar, terá de resolver um pepino: está sem gabinete.

Hortifruti 2. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, avalia ter um militar no comando da Ceagesp, a maior central de abastecimento do País.

CLICK. Davi Alcolumbre dançando no carnaval de Macapá em 2018 fez sucesso no Twitter. Um internauta brincou: “Nesse carnaval eu quero tá só o presidente do Senado”.

Atrito. A direção nacional tucana e o presidente do partido, Geraldo Alckmin, vão tentar encontrar uma solução para o contencioso entre o ex-senador Ataídes Oliveira (TO) e Cinthia Ribeiro, prefeita de Palmas.

Mexeu com todas. Ele a acusa de infidelidade partidária e pede, pela segunda vez em um ano, sua expulsão. O PSDB Mulher comprou a briga de Cinthia e fala em machismo e perseguição política.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

Arthur Oliveira Maia, deputado federal (DEM-BA) e relator da última  reforma da Previdência: “O clima hoje é mais favorável, mas reforma da Previdência não passa fácil em lugar nenhum, não adianta sonhar”, sobre proposta de mudanças na aposentadoria do governo Bolsonaro.

COM JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E CAMILA TURTELLI

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao