Militares e mercado encerram 2019 fechados com Bolsonaro

Militares e mercado encerram 2019 fechados com Bolsonaro

Coluna do Estadão

15 de dezembro de 2019 | 05h00

Foto: Andre Coelho / The Washington Post

Ao final deste primeiro ano de mandato, Jair Bolsonaro conseguiu aplicar uma massa corrida nas rachaduras surgidas em dois dos principais pilares de seu governo: os “M&Ms” (militares e mercado). No grupo dos fardados ainda restam arestas a aparar, mas a sensação é de que o pior já passou e a relação caminha para um ponto de equilíbrio, após desilusões dos dois lados. No mercado, reina a percepção de um Paulo Guedes muito independente, altivo, em um governo reformista e bastante favorável à criação de um ambiente legal para negócios.

Deu certo? A aprovação da previdência dos militares era a prioridade zero para melhorar a relação do presidente com os generais após a demissão de Santos Cruz do Planalto. Em sentido contrário, porém, a reestruturação das carreiras criou insatisfações na base.

Caminhão de melancia. Conforme relato de um general, “as expectativas foram se adequando à realidade” no trato diário entre os militares e o presidente.

Lista tríplice. As arestas a serem aparadas na relação Bolsonaro-militares atendem por Abraham Weintraub, Argentina e filhos do presidente. Os fardados querem a demissão do ministro, a distensão das relações com os hermanos e o freio de mão dos “meninos” puxado.

CLICK. Na COP-25, Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, vestida com camiseta em apoio à ativista Greta Thunberg: “Na luta desde pirralha”.

Coluna do Estadão

Em vão. Ao saber que o TCU poderia aprovar uma inspeção para apurar se Estados nordestinos foram discriminados pela Caixa, o presidente do banco, Pedro Guimarães, sugeriu a seus comandados atuar para evitar a investigação.

Oxente. Segundo relatos, Guimarães disse que a contenção dos empréstimos ao Nordeste, região de maior resistência ao bolsonarismo, foi feita para “agradar ao chefe (Bolsonaro) do meu chefe (Guedes)”.

Em nota. A Caixa afirma que a inspeção faz parte da rotina de trabalho do órgão de controle após o recebimento de uma denúncia.

Preço… A projeção de Simone Tebet (MS) no Senado foi interpretada por colegas dela como um sinal de que suas ambições futuras não incluem mais o sonho de comandar a Casa.

…da fama. Com movimentos arrojados, Simone ganhou visibilidade nacional e se cacifou para voos eleitorais mais altos. Criou, porém, um certo desgaste com colegas que não gostaram da forma como ela conduziu a delicada pauta da prisão após segunda instância na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

SINAIS PARTICULARES.
Simone Tebet, senadora (MDB-MS)

KLEBER SALES

Balanço. A AGU quintuplicou o número de acordos fechados neste ano (16 mil) em relação a 2018. O órgão economizou R$ 2 bilhões com descontos nos valores devidos e redução de custos das ações.

Climão. O grupo Muda Senado não participou do jantar de confraternização oferecido pelo presidente Davi Alcolumbre. O encontro foi realizado na residência oficial do Senado e a ausência foi vista como um boicote por quem esteve lá.

Álibi. Um dos expoentes do grupo, Álvaro Dias disse à Coluna que ele e outros cinco senadores faltaram ao jantar porque acompanhavam no TSE o julgamento que cassou o mandato da senadora Selma Arruda. O senador negou que tenha havido um boicote ao evento de Alcolumbre.

BOMBOU NAS REDES!

FOTO: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO

Janaina Paaschoal, deputada estadual (PSL-SP): ‘Estão defendendo a redução da PEC (da segunda instância). Eu sustento que ela deve ser ampliada! Pela segurança jurídica, pela solução dos conflitos!”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU BRENO PIRES.

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