Militares aumentam reserva de contingência temendo crise na segurança do RJ

Militares aumentam reserva de contingência temendo crise na segurança do RJ

Preocupação é por causa da Olimpíada

Tânia Monteiro

03 de julho de 2016 | 16h39

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Foto: SOS Policiais Militares

 

Os militares que trabalham na organização da Olimpíada estão preocupados com o comportamento das forças de segurança do Rio de Janeiro que têm feito ameaças ao governo estadual por causa de atrasos no pagamento de salários e gratificações. Recentemente, a Polícia Civil fez no aeroporto do Galeão um protesto que incluiu recepcionar os turistas com uma facha em inglês com os dizeres: “Bem-vindo ao inferno: policiais e bombeiros não recebem, quem vier ao Rio de Janeiro não estará seguro”.

Por conta desta preocupação, os militares se viram obrigados a aumentar a chamada reserva de contingência, que temem que precisará ser usada para socorrer problemas que avaliam que poderão acontecer em decorrência do acirramento dos ânimos de policiais contra o governo do Estado. Pelo menos 800 homens estarão a postos para serem empregados somente em caso de emergência, mas este número poderá ser ampliado caso as preocupações aumentem.

Fora a reserva de contingência, 38 mil homens do exercito, marinha e da aeronáutica estarão trabalhando na segurança durante os jogos olímpicos, desses, 20 mil diretamente no Rio. A partir desta terça-feira estes homens estarão a postos para iniciar o trabalho de segurança ja com vistas aos jogos olímpicos.

As declarações do prefeito do Rio, Eduardo Paes, culpando a administração do estado do Rio e dizendo que  falta comando das forças policiais, também não colabora e, ao contrário, só aumenta a sensação de insegurança da população e dos visitantes. O prefeito cobrou uma atitude do governador em exercício e disse que o governo do estado precisa “tomar vergonha na cara” e cumprir com suas obrigações. Ele criticou problemas de segurança e saúde e pediu que governador ‘arregace as mangas’.

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