Mesmo fora da presidência, Lewandowski vai relatar ação de poupadores contra bancos

Mesmo fora da presidência, Lewandowski vai relatar ação de poupadores contra bancos

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Coluna do Estadão

18 de agosto de 2016 | 13h16

Foto: Carlos Humberto/STF

Foto: Carlos Humberto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal , ministro Ricardo Lewandowski tem garantido aos colegas que não se aposenta antes dos julgamentos da Lava Jato, do impeachment de Dilma Rousseff e dos planos econômicos. Mesmo fora da presidência, ele seguirá relator da ADPF nº 165, proposta pelos bancos para reverter a jurisprudência favorável aos poupadores. O ministro deixa a presidência no dia 10 de setembro.

Os poupadores querem que o STF julgue ainda em agosto a discussão sobre a constitucionalidade dos expurgos inflacionários decorrentes dos planos econômicos dos anos 1980 e 1990. Eles enviaram petição a Lewandowski afirmando que “o feito está maduro”.

Os expurgos inflacionários reclamados pelos poupadores são as diferenças entre os índices de correção das cadernetas de poupança e os índices de inflação oficial. Isso porque os planos econômicos foram decretos editados pelo governo para tentar conter a inflação do fim dos anos 1980 e início dos 1990. E parte disso foi corrigir a poupança com indicadores inferiores aos da inflação.

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