Mesmo após demissão de Coelho, parlamentares querem pressão sobre Petrobras

Mesmo após demissão de Coelho, parlamentares querem pressão sobre Petrobras

Julia Lindner

20 de junho de 2022 | 11h01

Mesmo com a queda do presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, lideranças da Câmara querem manter a pressão sobre a estatal contra o reajuste no preço dos combustíveis. A ideia é evitar que o eventual substituto de Coelho siga o mesmo perfil dos antecessores – já foram três no governo Jair Bolsonaro – e acabe cedendo às demandas dos acionistas minoritários. A reunião de líderes com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), está mantida para discutir o tema e buscar formas de barrar novos aumentos.

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Líder na Câmara do partido de Bolsonaro, o PL, o deputado Altineu Côrtes (RJ) é um dos principais defensores da ideia de buscar formas de bancar um subsídio para combustíveis, que deve ser alvo de debate na reunião com Lira. Côrtes também é a favor da criação de uma CPI da Petrobras para, de acordo com ele, identificar “os interesses por trás das exportações de petróleo”.

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“Queremos saber quem é do conselho que está ligado a isso, quem são os funcionários responsáveis pela composição do preço e as ramificações deles com essas questões de importação e exportação, onde estão os conselheiros que aprovaram esses aumentos e para quais empresas trabalham, se possuem ações de outras empresas… São muitas questões”, disse Côrtes.

Apesar de a CPI ser usada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro como instrumento de pressão, a percepção de parlamentares aliados do Planalto é que ela não deve sair do papel e vai se restringir apenas ao discurso político.

 

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