MDB define prazo para Meirelles se viabilizar

MDB define prazo para Meirelles se viabilizar

Coluna do Estadão

20 Junho 2018 | 05h30

 

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Dirigentes do MDB têm falado com mais frequência em abandonar a candidatura de Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto caso ele não cresça nas pesquisas até a convenção do partido, que dever ocorrer entre o final de julho e o início de agosto. Uma meta estipulada por emedebistas é o ex-ministro da Fazenda, até a reunião do partido que tomará a decisão, encostar no tucano Geraldo Alckmin. O presidenciável do PSDB aparece com 6% e 7% no último Datafolha, a depender do cenário pesquisado. Meirelles, tem 1% das intenções de votos.

Tu mesmo. Uma ala do MDB garante que a legenda não terá outro candidato ao Planalto em substituição a Meirelles. Nesse cenário, cada um ficará livre para apoiar quem quiser.

Plano B. Outro grupo faz de tudo para emplacar Nelson Jobim. O nome do ex-ministro também agrada a tucanos, que o veem como uma boa opção de vice na chapa de Geraldo Alckmin. Entre ele e Meirelles, ficam com o primeiro, por não estar associado ao governo.

Assunto fixo. Apesar do flerte, o PSDB resiste a fechar uma aliança formal com o MDB. Acha que Alckmin perderia tempo tendo de explicar a união com o partido que comanda um governo impopular.

Pragmáticos. Os tucanos pensam assim: se no primeiro turno, o MDB ajuda Alckmin a aumentar o tempo de propaganda na TV, no segundo essa vantagem desaparece, já que os dois candidatos terão o mesmo espaço. Fica só o ônus.

Pós-jogo. As avaliações dos tucanos não impedem as conversas. Michel Temer vai num evento sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, em que estarão Geraldo Alckmin, João Doria e o candidato ao governo de São Paulo, Paulo Skaf.

Lá vem ele. As especulações em torno de uma dobradinha entre Marina Silva (Rede) e Roberto Freire (PPS) na disputa presidencial levaram tucanos a compararem o líder do PPS com João Doria (PSDB).

Enxaqueca. “Como o Doria, o Freire vive nos dando trabalho. Já inventou o Luciano Huck, agora é a Marina…”, alfineta um tucano. Hoje, o PPS é Alckmin.

Confere lá. O Diário Oficial da União traz hoje a sanção, com vetos, da MP 812, que altera juros de fundos constitucionais de desenvolvimento. O presidente Temer vetou item inserido pelo Congresso que dividia o risco da inadimplência de estudantes do Fies entre o banco e BNDES.

Trunfo. Deputados batizaram o projeto do cadastro positivo de “derruba sessão”. Há seis semanas, ele entra na pauta e o plenário se esvazia.

CLICK. O governo divulga hoje novos vídeos em resposta aos principais focos de irritação das pessoas. Neste, explica por que não pode controlar todos os preços.

Esquece. As prévias da pesquisa encomendada pelo PR para avaliar o nome de Josué Gomes desapontaram o partido. Josué só cresce quando mencionado o nome do pai, o ex-vice-presidente José Alencar. No PR, a avaliação é a de que não há tempo hábil para fazê-lo conhecido a ponto de concorrer ao Planalto.

Escolhido. Cid Gomes, coordenador da campanha do presidenciável Ciro Gomes, diz que seu irmão prefere disputar o 2.º turno contra Geraldo Alckmin. Garante que não é medo de Jair Bolsonaro. Diz que ele vai “explodir de rejeição”.

SINAIS PARTICULARES. Cid Gomes, ex-governador do Ceará; por Kleber Sales

PRONTO, FALEI!

Reprodução Face book

“Itamaraty fez cartilha para orientar brasileiros LGBTI na Rússia. Deveria alertar homens machistas e misóginos sobre respeito em qualquer lugar do mundo”, DA PRÉ-CANDIDATA DO PCDOB AO PLANALTO, MANUELA D’ÁVILA.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE

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