Manter militância virtual é desafio para Jair Bolsonaro

Manter militância virtual é desafio para Jair Bolsonaro

Coluna do Estadão

25 Novembro 2018 | 05h30

Foto: Igor Estrela/Estadão

Aliados de Jair Bolsonaro (PSL) temem que uma eventual saída de Carlos do comando das redes sociais do pai ameace o desempenho na internet do presidente eleito. Desde a vitória nas urnas e sob a tutela do filho, Bolsonaro fez 90 postagens no Twitter, para um exército de 2,5 milhões de seguidores, mas viu o interesse por seu nome diminuir. Sem Carlos, a preocupação é que as interações despenquem. Dados do Google Trends mostram que o novo presidente possui hoje o mesmo índice de buscas que tinha em agosto, antes de ser vítima de facada em Juiz de Fora.

Novas vias. A avaliação de cientistas políticos é de que Bolsonaro precisa manter ativo o grande trunfo que o elegeu: a militância na internet. É lá que ele tem anunciado as indicações de seus ministros. Em média, ele faz três publicações diárias nesse canal.

Queridinho. Bolsonaro desperta três vezes mais interesse no internauta que o ex-presidente Lula, segundo o Google Trends. Na comparação com o presidente Michel Temer, o número é ainda 12 vezes maior.

Quem dá mais. Desde setembro, Bolsonaro teve três grandes picos de busca em seu nome: no dia da facada e no 1.º e 2.º turno das eleições. O auge de Lula ocorreu em 7 de abril, quando foi preso. Já Temer teve seu ápice durante o discurso que encerrou a greve dos caminhoneiros.

Haja erva mate. Ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) não abre mão do hábito de tomar chimarrão ao longo do dia. Ele anda pelos corredores do comitê no CCBB, em Brasília, sempre carregando a cuia e uma garrafa térmica com água quente.

SINAIS PARTICULARES. Onyx Lorenzoni, ministro extraordinário do governo de transição; por Kleber Sales.

Sem…  A Caixa tenta impedir que o Senado aprove o projeto que autoriza o trabalhador a sacar o FGTS quando pede demissão. O tema chegou a ser incluído na ordem do dia, mas ainda não foi votado.

…garantia. Assessores legislativos do banco argumentam que a alteração pode enfraquecer o fundo. Eles pedem que, ao menos, o texto seja apreciado na Comissão de Assuntos Econômicos antes do plenário.

Background. Reitora da Unifesp, Soraya Smaili doou R$ 7,2 mil a candidatos do PSOL nas eleições de 2006, 2008 e 2010. Em 2017, a Unifesp abriu investigação sigilosa contra os professores Arthur e Abraham Weintraub, auxiliares de Bolsonaro. A reitora só a arquivou às vésperas da eleição.

Reação. Arthur Weintraub atribui à “perseguição ideológica” da reitora a demora de 18 dias para sua cessão à equipe de transição.

Com a palavra. A Unifesp justificou a demora pela sequência de feriados deste mês. Foram três. Sobre a investigação, diz que o campus no qual os professores dão aula tem autonomia para abrir os procedimentos.

CLICK. Quem passou nos últimos dias pelo calçadão do centro de Aracaju foi convidado a assinar cartão de Natal a ser enviado ao ex-presidente Lula, preso desde abril.

PT/Divulgação

O tempo não para. O STJ deve julgar na terça-feira um processo de 123 anos envolvendo herdeiros da Princesa Isabel. A família Orleans e Bragança sustenta que não foi indenizada após o governo tomar o Palácio Guanabara, com a Proclamação da República.

Papelada. Dentro do TSE, a expectativa é a de que a prestação de contas da campanha de Jair Bolsonaro seja aprovada pelo plenário no dia 4 de dezembro. Conforme antecipou o blog da Coluna do Estadão, a área técnica do tribunal recomendou a aprovação com ressalvas das contas.

A SEMANA

Terça-feira, 27 de novembro

Câmara dos Deputados vota medidas provisórias

Uma das matérias na pauta é a que autoriza a destinação de recursos do FGTS para financiar hospitais filantrópicos.

 

Quarta-feira, 28 de novembro

STF julga o indulto natalino do presidente Michel Temer

A ação proposta pela Procuradoria-Geral da República questiona a extensão do decreto assinado em dezembro de 2017.

 

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) E REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E ADRIANA FERRAZ. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA.

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