Mansueto diz que debate sobre Previdência não deve ser partidarizado

Nas redes sociais, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda critica deturpação da discussão.

Marcelo de Moraes

25 de setembro de 2016 | 11h42

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, usou suas páginas nas redes sociais, no fim de semana, para mandar um “recado” sobre a discussão da reforma previdenciária. Mansueto afirmou que a proposta que será enviada pelo governo “não muda nada” para as pessoas que estão aposentadas e criticou as pessoas que tentam colocar esse ponto no debate como se estivesse sendo discutido dentro do governo.

“Não sei se algumas pessoas fazem isso por maldade ou por desconhecimento. Se for por desconhecimento, tudo bem. Se for por maldade, para simplesmente deturpar o debate, isso é ruim para a boa discussão de políticas públicas”, escreveu.

Para Mansueto, o debate da reforma “não deve ser partidarizado”. “Devemos, como sociedade, ter o amadurecimento de debater qualquer política pública e decidirmos o que deve ou não ser feito. Ter medo do debate ou simplesmente agredir quem pensa diferente de nós é o maior sinal de fraqueza intelectual e desonestidade”, afirmou.

Mansueto disse ainda que “quem vai decidir se haverá ou não reforma da Previdência seremos nós brasileiros”. Mas alertou que se não houver a reformulação do setor, será obrigatório o aumento da carga tributária durante todas as próximas décadas como forma de compensar o déficit do setor.

“Se a decisão for não fazer a reforma da Previdência, todos devem ficar cientes que os próximos governos terão que aumentar a carga tributária em 10% do PIB – R$ 680 bilhões – até 2060 apenas para pagar as aposentadorias e pensões”, acrescentando que essas projeções foram feitas por técnicos do extinto Ministério da Previdência, no ano passado, ainda no governo de Dilma Rousseff.

 

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