Maia vai tocar agenda de Bolsonaro pró-armas

Maia vai tocar agenda de Bolsonaro pró-armas

Coluna do Estadão

23 de outubro de 2018 | 05h30

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vai colocar em votação após as eleições projeto que revoga o Estatuto do Desarmamento. O texto facilita a posse de armas em casa pelos cidadãos, retirando a exigência de comprovação da necessidade da compra.  As medidas são bandeiras de Jair Bolsonaro, de quem Maia busca se aproximar para tentar se manter no comando da Casa. Pelo texto, seriam mantidas as exigências de não ter antecedentes criminais, comprovar curso de tiro e passar por exame psicotécnico.

O trâmite. A proposta já foi aprovada em comissão em 2015 e pode sofrer alterações durante votação no plenário. O texto tem o apoio da bancada da bala, integrada por Bolsonaro.

Sinal amarelo. Apoiadores de Bolsonaro no meio empresarial estão preocupados com o “salto alto” na campanha. Alertam que políticos mais próximos ao candidato foram tomados pela “embriaguez do sucesso” e estão subestimando as dificuldades do Congresso.

Devagar com o andor. Em reunião com o mercado financeiro, por exemplo, deputados recém-eleitos pelo PSL deixaram os presentes atônitos ao dizerem que Bolsonaro não terá dificuldades para aprovar a reforma da Previdência e que enxergam “um céu de brigadeiro” para qualquer proposta dele.

Dividir… Na reta final, Fernando Haddad (PT) e Manuela d’Ávila (PCdoB) têm se dividido nas agendas. Aliados negam que ele esteja escondendo a “vice comunista”.

…para somar. Ao lado do candidato quem vai estar até o fim da semana é sua esposa, Ana Estela. O partido tem investido na imagem de homem de família, focando os evangélicos.

Chama que eu vou. Sérgio Moro disse a interlocutores que não foi sondado pela campanha de Bolsonaro sobre ocupar vaga no STF, mas quem o conhece o viu entusiasmado.

Me aguardem. Se de um lado numa eventual cadeira no STF Moro estará proibido de julgar casos que tocou na 1.ª instância, de outro poderá atuar nos processos da Lava Jato que envolvem pessoas com foro.

Coro. Generais da ativa concordam com as críticas da campanha de Bolsonaro ao “esquerdismo” no Itamaraty. Um deles citou a decisão da turma deste ano do Instituto Rio Branco de escolher como patrona a vereadora executada Marielle Franco (PSOL-RJ), como exemplo.

Polêmica. Interlocutores de Bolsonaro dizem que ele vai indicar para as embaixadas no exterior também nomes de fora da diplomacia, assim como FHC indicou Itamar Franco para o posto em Portugal. O chanceler, contudo, será diplomata.

CLICK. Em clima de contagem regressiva, o Senado Federal publicou nas suas redes sociais que já começaram os preparativos para a posse do próximo presidente.

Reprodução/Twitter Senado Federal

No topo. Levantamento do Serviço de Pesquisa Legislativa do Senado fez um ranking de proposições desta legislatura. Dos 81 senadores, o tucano José Serra (SP) lidera com 8 normas aprovadas, seguido de oito senadores que conseguiram aprovar 3 propostas cada.

SINAIS PARTICULARES. José Serra, senador (PSDB-SP); por Kleber Sales.

Fim do túnel. O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, vai autorizar o remanejamento de R$ 7 bilhões no orçamento do FGTS para atender as contratações do Minha Casa Minha Vida ainda em 2018. Com a mudança, os recursos estarão disponíveis até 31 de dezembro.

PRONTO, FALEI!

Ex-ministra do STJ, Eliana Calmon. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

“É exagero o ministro Alexandre de Moraes dizer que é preciso abrir inquérito para apurar”, sobre declarações de Eduardo Bolsonaro a respeito de fechar o STF”, DA EX-MINISTRA DO STJ ELIANA CALMON,  sobre declarações de Eduardo Bolsonaro a respeito de fechar o STF.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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