Maia tenta evitar ‘toma lá, dá cá’ com Estados

Maia tenta evitar ‘toma lá, dá cá’ com Estados

Coluna do Estadão

09 Fevereiro 2019 | 05h00

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia. FOTO: LUIS MACEDO/AG. CÂMARA

A entrada de Rodrigo Maia na negociação com os governadores em torno da reforma da Previdência deve ajudar o governo a evitar que ela se transforme num infindável jogo de “quero mais”, no qual o Planalto sempre costuma sair perdendo. Formatados em um pacote, os pleitos podem barrar conversas avulsas e dificultar o “toma lá, dá cá”. Dentro da equipe econômica, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, tem pedido cautela no quesito crise dos Estados. Ele teme que alguns deles se enrolem ainda mais se forem sempre socorridos.

Doeu. Lasier Martins, o senador que questionou o voto secreto na eleição do Senado, deixou o PSD porque os espaços na Mesa e nas comissões foram todos distribuídos sem que houvesse uma conversa com toda a bancada. Agora no Podemos, ficará com a 2.ª vice-presidência da Casa.

Pressão. Em audiência pública em Minas ontem, a bancada mineira na Câmara dos Deputados prometeu obstruir todas as votações caso mudanças legislativas sobre barragens de mineração não sejam pautadas. Inclusive o pacote do ministro Sérgio Moro e a reforma da Previdência.

Diz aí. O PSOL pediu informação ao GSI sobre a força-tarefa de inteligência criada ainda no governo Temer para reforçar o combate ao crime organizado e que autoriza órgãos militares a monitorar civis.

Silêncio. A norma da força-tarefa foi aprovada em janeiro, mas seu conteúdo não foi publicado com base nas leis que tratam de documentos reservados.

Transparência. O documento, assinado por Ivan Valente, pede que o GSI torne público o escopo da força-tarefa e sua rotina.

Tragédia. O incêndio no centro de treinamento do Flamengo ontem, no Rio, chamou a atenção de internautas em outros países. Além do Brasil, as buscas pelo termo “Ninho do Urubu” cresceram no Chile, Uruguai, Japão e França.

A seu tempo. O laudo da Polícia Federal sobre as causas do incêndio que destruiu o Museu Nacional em setembro, no Rio de Janeiro, está previsto para ficar pronto em março deste ano.

SINAIS PARTICULARES
SÉRIE NOVOS LÍDERES DO CONGRESSO
Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara

CRÉDITO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Queda de braço. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tentou convencer o ministro Paulo Guedes a prorrogar por seis meses a barreira tarifária para a importação de leite em pó. Até agora, não conseguiu.

Timing. A queda dessa barreira tarifária contrariou, e muito, a forte bancada ruralista do Congresso. “O ministro (Paulo Guedes) não nos ouviu sobre o antidumping e vai querer ser ouvido sobre reforma da Previdência?”, provocou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG).

CLICK. O ex-governador do ES Paulo Hartung e o apresentador Luciano Huck participaram ontem de uma reunião do Renova, grupo que atua na renovação política.

REPRODUÇÃO INSTAGRAM LUCIANO HUCK

Mais. Os cortes iniciados pela gestão anterior da Apex serão ampliados pelo atual comando. O plano do diretor de Gestão, Márcio Coimbra, é trocar indicações políticas por concursados e economizar R$ 4,5 milhões neste ano.

Novato. O Novo lançou Daniel José para disputar a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo.

PRONTO, FALEI

Elmar Nascimento. FOTO CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Elmar Nascimento, deputado federal (DEM-BA): “Articulação política é dever de todos, mas muito mais do governo que do líder. Líder forte quem faz é o governo”, sobre críticas ao Major Vitor Hugo (PSL-GO)

COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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