Maia reclama da falta de lealdade do governo

Maia reclama da falta de lealdade do governo

Coluna do Estadão

19 Julho 2017 | 05h30

SINAIS PARTICULARES – MICHEL TEMER E RODRIGO MAIA
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

O presidente Michel Temer passou o dia tentando desfazer o mal-estar com Rodrigo Maia, depois de oferecer espaço no PMDB para dissidentes do PSB que negociam com o presidente da Câmara para se juntarem ao DEM. A turma do deixa disso também foi acionada e um jantar foi feito para salvar as aparências. Mas, para interlocutores, Maia deixou clara a sua insatisfação: “o governo só quer lealdade se for a favor dele”, reclamou. Maia não pretende alimentar a crise. Mas fez questão de registrar com Temer sua queixa com o movimento feito.

Vão vocês. Até o dia anterior, Maia pretendia se juntar hoje a Temer em Caruaru, aonde seria lançado o programa Cartão Reforma, do Ministério das Cidades. Irritado, avisou que tinha outra agenda no horário. O governo adiou o evento para a semana que vem.

Mal-me-quer. Líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) precisou ligar para o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), para negar que tenha havido traição aos democratas.

Aliás… Com a viagem de Temer, amanhã, para Mendoza, na Argentina, Maia assumirá a Presidência até sexta-feira.

Saída estratégica. Para abrigar os dissidentes do PSB no partido, peemedebistas iniciaram fritura de Jarbas Vasconcelos. Aliados de Temer defendem tirar Jarbas do comando de Pernambuco dando o cargo ao senador Fernando Bezerra.

Na mesa. A Casa Civil está fechando texto da MP da reforma trabalhista para enviar ao Congresso no fim do recesso. Aliados elogiaram a estratégia de não vetar pontos da reforma.

Vai que cola. Um dos cenários que os dirigentes do PSD mais têm discutido para 2018 inclui o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como candidato ao Planalto, numa dobradinha com o senador Otto Alencar (PSD-BA) na vice.

É a economia… Essa projeção é considerada viável pela cúpula do PSD se a economia do País se recuperar solidamente no próximo ano, o que poderá ampliar a força eleitoral do ministro da Fazenda.

CLICK. O presidente da Assembleia de São Paulo, Cauê Macris, dá posse ao deputado Vitor Sapienza, que assumiu a vaga aberta pelo falecimento de Celso Giglio.

Foto: Facebook Cauê Macris

 

Quase lá. A liberação de R$ 102,4 milhões para a Polícia Federal retomar a emissão de passaportes está prevista para ser publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira.

Assopra. Menos de uma semana depois de dizer que médicos “fingiam trabalhar”, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, chamou representantes de classe em seu gabinete, para tentar uma reaproximação

Fuén. A conversa ia bem animada, até que Barros sacou uma nota pronta de conciliação para integrantes das entidades assinarem. Ficou com o papel, em branco, na mão.

Calma, valente. Petistas avaliam que Lula pode ter exagerado na crítica feita a Sergio Moro.

#ficaadica. O Batalhão da Guarda Presidencial lançou o desafio nas redes sociais para que se vote entre The final countdown, Despacito e o tema de Games of Thrones para ser tocado na próxima sexta, no Palácio do Planalto. Não faltaram sugestões deselegantes.

PRONTO, FALEI!

“Só não digo que chegamos ao fundo do poço da política porque todos os dias acontece algo novo. E sempre piora”, CARLOS SIQUEIRA, presidente nacional do PSB, sobre o assédio de Temer a políticos do PSB.

 

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