Maia na articulação que levou Datena até o MDB

Maia na articulação que levou Datena até o MDB

Coluna do Estadão

22 de fevereiro de 2020 | 05h00

Foto: Werther Santana / Estadão

A costura de Baleia Rossi para atrair José Luiz Datena ao MDB e afastá-lo de Jair Bolsonaro envolveu Rodrigo Maia e João Doria, que participaram ativamente das articulações e estiveram com o apresentador de TV antes de ele virar as costas ao projeto do presidente da República. Agora, as opções colocadas à mesa para Datena, além da candidatura a prefeito de São Paulo, incluem a vaga de vice de Bruno Covas, conforme ele disse ao Estado, e a chance de disputar o Senado em 2022 na canoa de Doria: uma aliança nacional com MDB, DEM e os tucanos.

Tudo junto. Se contar com Datena na chapa, a estratégia do prefeito Bruno Covas será a de unificar o voto de centro na capital paulista. Para isso, o prefeito tenta tirar também do caminho a possibilidade da candidatura de Celso Russomanno (Republicanos).

Em cima. A pressão sobre o Republicanos, que tem cargo na administração Covas, está grande. O presidente nacional do partido, Marcos Pereira, assumiu as negociações eleitorais.

Nacional. A filiação de Datena ao MDB será logo depois do carnaval e deverá ocorrer em Brasília, para nacionalizar o evento.

No jogo. A chegada de Datena ao MDB paulista recoloca o partido de Michel Temer na condição de “player” importante do cenário eleitoral na capital.

CLICK. Marco Vinholi (à esq.) com Doria e FHC: “há sintonia” entre eles em busca do centro.

João Doria

Coluna do Estadão

Professor… Na visita que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez à sede do PSDB-SP esta semana ele contou a novos tucanos como foi o processo de criação do partido, em 1988.

…tucano. FHC afirmou que o termo “social-democracia” (o ‘S’ e o ‘D’ da sigla) nunca foi um consenso entre os diferentes grupos originários do partido. Não era o nome que ele preferia nem o de André Franco Montoro, disse.

Melhor… A cerimônia de posse da ministra Cristina Peduzzi na presidência do TST nesta semana mostrou como Jair Bolsonaro sabe, quando quer, sair de saias-justas sem polemizar nem dar as famosas caneladas.

…assim. Após os discursos da ministra e do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, recheados de recados, Bolsonaro pediu a palavra e convidou Cristina Peduzzi para ir com ele à posse do presidente uruguaio Luis Lacalle Pou, no próximo dia 1.º de março. Peduzzi nasceu no Uruguai.

Sátira política. Advogados e agregados do meio jurídico paulistano abrem alas amanhã, na Praça Dom José Gaspar, para o bloco Soul Chico, apoiado pelo grupo Prerrogativas, de Marco Aurélio de Carvalho. “Ninguém ficará sem habeas corpus para entrar na folia”, diz. O tema do desfile: “Yes, nós temos laranja”.

SINAIS PARTICULARES.
Marco Aurélio de Carvalho, advogado

Ilustração: Kleber Sales

Armas 1. Mesmo após o governo suíço ter vetado a instalação da Ruag no Brasil, lobistas da empresa de armamentos têm circulado pelo Congresso e pelo Ministério da Defesa com o projeto de uma fábrica no País debaixo do braço.

Armas 2. Sem autorização para operar no Brasil, a empresa segue com a vice-presidência da Abimde (associação nacional do setor de armas e de defesa).

Partilha. Em recente viagem à Índia, Eduardo Bolsonaro disse que os movimentos envolvendo a Ruag podem indicar uma divisão do mercado de armas e munições com outros fabricantes internacionais.

PRONTO, FALEI!

Alberto Fraga

Foto: divulgação/DEM

Alberto Fraga (DEM), ex-deputado e coronel da Polícia Militar do Distrito Federal: “Nunca vi greve em que alguém pegou uma retroescavadeira e partiu para cima dos grevistas. A greve é proibida para os PMs, mas, o respeito, não!”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU PEDRO VENCESLAU. 

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