Maia dá troco em governo em suspende votação de MPs

Leonel Rocha

10 de outubro de 2017 | 19h01

Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE

 

Irritado com o presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), suspendeu a sessão da Casa na tarde desta terça-feira e adiou a votação da MP que cria regras para os acordos de leniência do setor financeiro. E avisou que nenhuma outra MP será votada antes da aprovação da emenda que cria regras definitivas para a tramitação de MPs no Congresso.

“Sem nenhum motivo, do meu ponto de vista, a orientação do governo foi para que os deputados da base não dessem presença na votação. Não poderia aceitar que a responsabilidade e pela derrubada da medida provisória fosse minha”, disse Maia.

Maia disse que tinha negociado com a diretoria do Banco Central ainda na manhã desta terça-feira o texto ideal para o governo para os acordos de leniência do setor financeiro. Mas horas depois foi informado que os líderes governistas não dariam quórum para votar o tema, apesar do grande número de deputados na Casa.

“Não esperava que todo o trabalho do presidente do BC fosse desrespeitado pelo governo. Não poderia aceitar que isto fosse feito em uma área que eu conheço, onde trabalhei ”, reclamou Maia. “Já pedir ao presidente e reitero: se as MPs não tiverem relevância e urgência serão devolvidas pela Câmara”.

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