Mágoas persistem no PT, mas Marta ganha apoio

Mágoas persistem no PT, mas Marta ganha apoio

Coluna do Estadão

31 de janeiro de 2020 | 05h00

Foto: Reprodução/Facebook

Petistas de São Paulo querem fazer Marta Suplicy (sem partido) se ajoelhar no milho para poder ser vice de um candidato do PT a prefeito da capital. A resistência alimenta as muitas mágoas ainda no ar, principalmente em relação ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, no qual a então senadora do MDB votou pelo afastamento da ex-presidente. Os defensores da ex-prefeita no petismo, porém, acham que Marta já fez uma autocrítica ao se reaproximar do PT. Lembram ainda que ela nunca se afastou de Lula e de bandeiras históricas do partido.

Não, obrigado. Cotado para concorrer à Prefeitura pelo PT, Marco Aurélio de Carvalho se disse honrado com a sugestão da militância, mas recusou a ideia. Trabalhará por uma chapa que tenha Fernando Haddad como candidato e Marta como vice.

Exemplo. “A aliança do PT com as forças democráticas e, em especial, com Marta Suplicy seria uma excelente novidade. Demonstração clara de que divergências políticas, embora relevantes, são menos importantes que o compromisso com o nosso legado e com a população”, diz Carvalho.

Assim não. A deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), simpática governo, critica a exclusão de juízes, procuradores e parlamentares da redução do tempo de férias no serviço público prevista para a reforma administrativa.

Tudo igual. Ela defende a aprovação de uma proposta que determina 30 dias de férias para todos no poder público.

SINAIS PARTICULARES.
Paula Belmonte, deputada federal (Cidadania-DF)

Ilustração: Kleber Sales

Ôxe. Líderes de esquerda no Nordeste estão preocupados com o crescimento do bolsonarismo, conforme indicam pesquisas encomendadas por partidos e às quais a Coluna teve acesso.

Ôxe 2. Elas mostram que os eleitores estão interessados em saber quais candidatos têm ou não apoio de Jair Bolsonaro. O crescimento desse segmento nas sondagens, claro, aflige dirigentes da oposição.

Siga-me. No Recife, onde Bolsonaro ainda não tem um nome para concorrer, pesquisa encomendada por um dos partidos indicou ser muito relevante o endosso do presidente.

Fila. A intenção de votos nessa capital segue a tendência dos levantamentos mais recentes: João Campos (PSB) na liderança, seguido por Mendonça Filho (DEM), Marília Arraes (PT) e Daniel Coelho (Cidadania).

Não tem tu… Os bolsonaristas não morrem de amores por Mendonça Filho, mas ele ainda é a alternativa preferida dos eleitores do presidente.

Me nota. Provável destino do apresentador e presidenciável Luciano Huck, o Cidadania lançou vídeo na internet em tom crítico, porém velado, ao governo de Jair Bolsonaro. “É hora de inovar, de fazer mais e falar menos”, diz um trecho.

CLICK. O vídeo diz que a mudança se chama emprego e que sem ele, a “fé na democracia balança”. A sigla defende ainda a união da experiência com a renovação.

Divulgação/Cidadania

Ioiô. O imbróglio da demissão de Vicente Santini, ex-secretário executivo da Casa Civil, virou o assunto principal nos corredores da Câmara Municipal de Campinas. O episódio nacional pode acabar respingando nos planos do vereador Tenente Santini (PSD).

Planos em risco. Irmão de Vicente, ele articula se lançar à prefeitura da cidade pelo PSL ou pelo Aliança. O tenente é visto como o candidato de Bolsonaro.

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Bohn Gass, deputado federal (PT-RS): “É um horror! O governo usa seus próprios programas como moedas de troca do poder”, sobre a mudança do PPI, da Casa Civil para a Economia.

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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