‘Lula livre’ determinará alianças na esquerda

‘Lula livre’ determinará alianças na esquerda

Coluna do Estadão

11 de novembro de 2019 | 05h00

Fora da carceragem, Lula começará a organizar a participação do PT nas eleições municipais, já com vistas na sucessão de Jair Bolsonaro em 2022. No discurso, petistas vão reforçar a necessidade de fazer concessões na cabeça das chapas por uma frente ampla de esquerda. Na prática, no entanto, será Lula quem dará as cartas, depois de voltar a conversar livremente com todas as alas do partido. Em um primeiro momento, o plano é ter candidatos nas principais cidades para preencher os espaços na TV e em discursos com a imagem do ex-presidente.

Lula discursa no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Berrnardo do Campo Foto: Werther Santana/Estadão

Concessões. O ex-presidente está disposto a apoiar Manuela D’Ávila (PCdoB) em Porto Alegre pela proximidade entre ambos; em Belo Horizonte, o PT está próximo de Áurea Carolina (PSOL). Mas tudo dependerá do compromisso total de defender Lula.

Temperança. Há sinalizações favoráveis ao apoio a Marcelo Freixo (PSOL) no Rio, mas o cenário lá é mais delicado. Parte expressiva do PT defende usar a eleição para reconstruir o PT no berço do bolsonarismo.

Própria… A reforma administrativa que deve ser enviada ao Congresso amanhã irá propor a redução de cargos comissionados no médio e longo prazo. No Executivo, representam 6% do 1 milhão de servidores.

…carne. Já a Câmara, que avaliará a proposta, tem 2.812 servidores efetivos e 1.673 comissionados não concursados. Fora 9,5 mil secretários parlamentares sem vínculo, segundo dados da Transparência.

Teto. Em reunião sobre a reforma administrativa, Paulo Guedes usou um de seus subordinados, tido como competente, como exemplo. Aos 28 anos, está no mesmo patamar que o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida. O rapaz é favorável às mudanças.

RSVP. A lista de confirmados para o evento de lançamento do programa Trabalho Verde Amarelo, no Planalto, tem dez presidentes de banco e 100 representantes da indústria.

Calma. Nas contas de Simone Tebet, se os prazos regimentais forem cumpridos, o Plano Mais Brasil estará apto para ir ao plenário do Senado em 3 de março.

SINAIS PARTICULARES. Simone Tebet, presidente da CCJ no Senado (MDB-MS); por Kleber Sales

Tartaruga. Incomodados com a demora do ministro Luiz Ramos em destravar nomeações, ala bolsonarista do PSL levantou os cargos ainda ocupados por petistas na administração pública. O órgão mais “dominado” é a Eletronuclear.

Motosserra. O governo comemorou o menor patamar de queimadas na Amazônia em outubro desde 1998. Mas já teme a taxa anual de desmatamento, divulgada em dezembro.

CLICK. Marta Suplicy e Patrícia Penna (PV) pedindo auxílio aos orixás para encarar as eleições de 2020, na Lavagem do Beco do Batman, na Vila Madalena em São Paulo.

Foto: Coluna do Estadão

Discreto. O apresentador Luciano Huck esteve em Brasília na última quinta-feira na casa de Rodrigo Maia. Aproveitou para visitar o amigo general Eduardo Villas Bôas, que completou 68 anos no último dia 7.

Divisão… Damares Alves inaugura hoje a Casa da Mulher Brasileira em São Paulo, na região do Cambuci. O prédio estava quase pronto em 2017, mas as obras só foram retomadas depois que a Prefeitura aceitou finalizar a construção.

…de tarefas. O governo federal repassou R$ 1,4 milhão e Prefeitura investiu o R$ 1,1 milhão. Deve atender 300 mulheres por mês.

BOMBOU NAS REDES!

Senador, Luis Carlos Heinze. Foto: Foto: ANTONIO ARAUJO/AGENCIA CAMARA

De Luis Carlos Heinze, senador (PP-RS): “Na América Latina, não há mais espaço para totalitaristas e ditadores. O povo pode, finalmente, sonhar com democracia plena”, sobre renúncia de Evo Morales.

COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU LUÍSA LAVAL

Acompanhe nas redes sociais: Facebook | Twitter | Instagram

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.