Dessa vez Dilma é convidada para ato da campanha de Lula

Dessa vez Dilma é convidada para ato da campanha de Lula

Felipe Frazão

06 de maio de 2022 | 05h00

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou a ex-presidente Dilma Rousseff para participar do ato de lançamento da sua pré-candidatura, no sábado, em São Paulo. O próprio Lula telefonou para Dilma para compor o palco das lideranças do PT.

Embora o formato da cerimônia ainda esteja em discussão, Dilma rascunhou um discurso breve, para o caso de Lula lhe passar o microfone. 

A ex-presidente Dilma. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A ex-presidente quer falar sobre a necessidade de defender a democracia e reiterar a opinião de que ambos foram vítimas de um golpe – em alusão ao impeachment e à prisão de Lula, que ela também considera ilegal, como o PT. 

A versão mais recente do texto de Dilma vai resvalar na economia, um dos calcanhares de aquiles de seu governo. Ela pretende citar a necessidade de o País retomar o rumo do crescimento com justiça social, combatendo desigualdades, sem privilegiar os mais ricos. Em entrevista à revista Time, Lula indicou que prefere deixar as discussões mais aprofundadas sobre a economia para depois das eleições.

O papel de Dilma na campanha de Lula tem sido motivo de debates no comitê petista. 

O legado econômico do governo dela é visto como negativo dentro e fora do partido. No mês passado, Dilma estrelou uma das inserções partidárias do PT. Sem citar Lula, falou sobre o protagonismo das mulheres, programas de seu governo, emprego, renda e inflação.

Dilma incomodou-se, em dezembro, por ter sido “esquecida” de um dos mais marcantes episódios da campanha petista até agora. Ela não foi convidada para o jantar que selou a aproximação entre Lula e Geraldo Alckmin (PSB), pré-candidato a vice-presidente e ex-governador paulista, promovido pelo grupo de advogados Prerrogativas.

No início deste ano, Lula sugeriu que Dilma não voltaria a compor um eventual governo do PT e disse que ela “erra na política”. Mais recentemente, ele disse que Dilma fará “o que ela quiser” em sua campanha e será sua companheira sempre, além de cabo eleitoral.

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