Luislinda deixa vagos 22 cargos de chefia e é acusada de omissão

Luislinda deixa vagos 22 cargos de chefia e é acusada de omissão

Luiza Pollo

19 de dezembro de 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

A Procuradoria-Geral da República vai analisar denúncia apresentada contra a ministra Luislinda Valois em que é acusada de “omissão e gestão irresponsável” da pasta de Direitos Humanos. O pedido é do Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que reúne cerca de mil instituições da sociedade civil. A entidade alega que vários cargos não foram preenchidos pela ministra, o que afeta os trabalhos da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, entre outras, e a acusa de “atuar de forma persecutória contra servidores do ministério”.

O chefe sumiu. Ao todo, 22 cargos de chefia estão vagos no ministério comandado por Luislinda. Somente na Secretaria de Igualdade Racial seis áreas estão sem coordenadores. Na Secretaria da Criança e do Adolescente, duas diretorias não têm comando. A conta não inclui os cargos vagos no terceiro escalão.

É com Temer. Na denúncia encaminhada à procuradora dos Direitos do Cidadão Deborah Duprat (o protocolo é do último dia 15), o Fórum informa que tentou dialogar com a ministra Luislinda, mas ela alegou que “tais cargos pertencem ao presidente da República”.

Traduzindo… “O que causa estranheza e sugestão de que estão sendo seguradas para eventuais trocas políticas que beneficiariam os interesses pessoais do presidente”, diz o documento.

Com a palavra. A pasta informou que as nomeações “não dependem apenas do ministério” e que “aguardam a liberação da Casa Civil e do Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal (Siorg)”. Sobre a denúncia, diz que o gabinete não foi notificado.

Na mira. Após o PSDB desembarcar do governo, a ministra Luislinda deixou o partido para tentar permanecer no cargo. Desde que se comparou a um escravo, como revelou a Coluna, a pasta dela é cobiçada por outros partidos da base governista.

Vou só. Marcelo Odebrecht não pediu escolta da PF para retornar à sua casa em São Paulo hoje. Ele vai para prisão domiciliar depois de 914 dias em regime fechado.

Coro. Peemedebistas de nove Estados combinaram de vaiar o presidente do PMDB, Romero Jucá, na convenção da sigla hoje. Conforme revelou a Coluna do Estadão ontem, convencionais tentaram, sem sucesso, convencê-lo a cancelar o evento por discordarem da pauta, que incluirá a definição de critérios para distribuição do fundo eleitoral.

Segredo. O diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, pediu formalmente ao Supremo o acesso aos sistemas Drousys e My Webday, criados pela Odebrecht para armazenar as planilhas de pagamento de propina a políticos.

Contraprova. A PF alega que não pode concluir 33 inquéritos que investigam o recebimento de propina por congressistas. Os dois bancos de dados complementam as delações dos executivos da Odebrecht.

CLICK. O ex-presidente do PSDB Alberto Goldman esperou 71 dias para dar o troco no prefeito João Doria, que em 7 de outubro disse que ele “vive em casa de pijama”.

Foto: Facebook Alberto Goldman

Climão. A comissão especial da Câmara que discute a regulamentação dos bitcoins avalia se destitui o relator, Expedito Neto (PSD-RO), ou se vota um relatório alternativo. O deputado atropelou as discussões e apresentou seu parecer contra a moeda virtual. “Um relatório opressor, analógico e atrasado”, classificou o deputado Thiago Peixoto (PSD-GO).

Rumo a 2018. Ao Conexão Estadão, da Rádio Eldorado, Henrique Meirelles disse ser natural Lula e Bolsonaro se posicionarem contra a reforma da Previdência. E alfinetou: “Não é a posição da maioria da população”.

SINAIS PARTICULARES: Henrique Meirelles, ministro da Fazenda; por Kleber Sales

 

BOMBOU NAS REDES! 

“O PMDB Nacional tem que tomar posições claras e coerentes. Quem quer atacar o governo ou apunhalar o partido deve procurar outro partido”, DO PRESIDENTE NACIONAL DO PMDB, SENADOR ROMERO JUCÁ (RR).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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