Logística preocupa o agronegócio brasileiro

Logística preocupa o agronegócio brasileiro

Coluna do Estadão

18 de março de 2020 | 05h00

FOTO: JOSE PATRICIO/ESTADÃO

O setor agropecuário está preocupado com a logística de escoamento da produção nacional por causa do coronavírus. Empresários do setor temem dificuldades nos serviços de transporte, terrestre e marítimo, o que poderia levar ao descumprimento dos contratos vigentes e impor grandes perdas ao País. O Ministério da Agricultura acompanha a situação e prepara ações para evitar o pior cenário: a paralisação quase completa. Apesar dos receios, os produtores afirmam estar otimistas com a produção, com estimativas até de supersafra.

Chega lá? Quem acompanha o mercado de soja afirma que deverá haver demanda por parte da China, que voltou a comprar mais. A dúvida, no entanto, é sobre o escoamento.

Quem vai. A avaliação é de que as empresas que operam as linhas férreas seguirão atuando porque seus trabalhadores têm pouco contato entre si. Já os caminhoneiros, apesar de também rodarem na maioria das vezes sozinhos, acabam encontrando-se mais com colegas no caminho. Nos portos, o carregamento de navios a granel é quase todo mecanizado, mas há insegurança sobre o que deverá acontecer nos próximos dias.

Já foi pior. Segundo a Coluna apurou, o Ministério da Agricultura avalia que, em comparação com a greve dos caminhoneiros de 2018, pior momento para o setor, o cenário atual é menos aterrorizante.

Não… Representantes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde dos Municípios e dos Estados foram ao Ministério da Saúde tentar adiar o aumento no preço dos remédios. O reajuste, já calculado em 4%, chegará num timing muito ruim: 1.º de abril.

…agora. Apesar de o aumento no preço dos remédios não ter relação direta com o vírus, os secretários avaliam que será mais um peso no bolso do brasileiro. Leia mais aqui.

Exemplo. Diferentemente de Jair Bolsonaro, José Sarney cancelou as comemorações pelos seus 90 anos. O ex-presidente faz aniversário em 24 de abril.

É grave, doutor? O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, que apareceu ao lado de Bolsonaro domingo, já chegou a avisar colegas que assumiria o Ministério da Saúde, antes da crise, porém. Ele é amigão do presidente.

SINAIS PARTICULARES.
Antônio Barra Torres e Jair Bolsonaro, diretor-presidente da Anvisa e presidente da República, respectivamente

Ilustração: Kleber Sales

Ação. Na esteira das medidas adotadas na Educação, a Prefeitura de SP decidiu desativar equipamentos esportivos da capital.

Ação 2. Serão fechados 7 Centros Esportivos (com 23,4 mil inscritos em atividades); 278 Clubes da Comunidade; malha cicloviária (503 km); 46 Ruas de Lazer; 16 Ruas Abertas e 27 piscinas sob a gestão da Secretaria de Esportes.

Rápido. Já na sexta-feira, o secretário de Governo, Mauro Ricardo Costa, fez um arrazoado das sugestões dos colegas ao prefeito Bruno Covas (PSDB).

CLICK. Já morando na Prefeitura, Bruno Covas realizou reunião por videoconferência com os secretários. Desde sexta-feira, ele lidera ações contra o coronavírus.

Foto: Prefeitura de São Paulo

Time. Em videoconferência, o prefeito definiu que Mauro Ricardo será o coordenador das ações de combate à pandemia na capital. O secretário Edson Aparecido (Saúde) também tem papel importante: é ele quem mantém Covas atualizado minuto a minuto.

Ui. O grupo Prerrogativas virou pedra no sapato de João Doria. O coletivo de advogados é o autor do pedido de liminar, assinado pelo sindicato dos professores, que suspendeu a reforma estadual da Previdência.

PRONTO, FALEI! 

Flávio Dino. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Flávio Dino, governador do Maranhão: “Está todo mundo ocupado cuidando de problemas graves. Aí sobra pouco tempo para responder a essas besteiras que o presidente fala todos os dias”.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU ELIANE CANTANHEDE. 

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