Líderes partidários protestam contra feriadão de Maranhão

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Daniel Carvalho

24 de junho de 2016 | 17h14

Líderes partidários criticaram a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de não realizar sessões deliberativas na próxima semana, em virtude das comemorações do Dia de São Pedro, na próxima quarta-feira. Nesta semana, a Câmara só votou na segunda e na terça-feira, 20 e 21, com frequência baixa.

“É lamentável que a Câmara dos Deputados fique 13 dias consecutivos sem uma deliberação do plenário, no momento em que o Brasil mais precisa do Congresso. Essa situação demonstra a elevada instabilidade que vive a Casa hoje. Uma decisão como esta deveria ter sido alvo de consulta aos líderes”, afirmou o líder do PSD, Rogério Rosso (DF).

Em nota, o líder do PRB, Márcio Marinho (BA), disse não concordar com a decisão de Maranhão. O parlamentar informou ter entrado em contato com os demais líderes partidários e com o próprio presidente interino para que a decisão seja revista.

“Vivemos um momento delicado da política e da economia brasileira. Uma semana sem votações representa ineficiência do processo legislativo, assim como um prejuízo incomensurável para a nação”, afirmou Marinho em nota.

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados classificou como “reprovável e absolutamente contrária ao interesse público a suspensão das sessões deliberativas na próxima semana”.

“Num momento como esse, em que deve haver um esforço em torno do processo de reconstrução nacional e de recuperação da economia e projetos importantes estão na pauta da Câmara, é inadmissível que uma decisão unilateral do presidente interino paralise os trabalhos durante uma semana”, afirmou o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA).

Imbassahy também disse que tentará reverter a decisão. “A sociedade repudia, com toda razão, atitudes como essa. Vamos tentar revertê-la e, para isso, estamos falando com os demais partidos. Não dá para decretar um ‘feriado branco’ durante uma semana na Câmara na situação em que o país foi colocado pelos governos do PT: com quase 12 milhões de desempregados e recessão profunda. Isso revolta os brasileiros”, afirmou.

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