Líderes evangélicos querem mais empenho de Bolsonaro por Mendonça

Líderes evangélicos querem mais empenho de Bolsonaro por Mendonça

Coluna do Estadão

19 de setembro de 2021 | 01h00

Líderes evangélicos estão perdendo a paciência: diante da ausência de resultados na pressão deles sobre Davi Alcolumbre (DEM-AP) para que a CCJ do Senado marque a sabatina de André Mendonça, eles acham que é hora de Jair Bolsonaro se mexer para ajudar. “É um desrespeito (à indicação do presidente ao STF). Tudo o que for possível fazer para dar prosseguimento ao processo, deveria ser feito pelo presidente. Ele tem os ministros da área política para isso”, disse à Coluna o bispo Cirino Ferro, do Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná.

Base… Ferro, que foi muito importante, inclusive, na eleição de Bolsonaro, apenas vocaliza publicamente aquilo que outros bispos repetem em privado.

… de apoio. Como se sabe, o apoio dos evangélicos tem sido essencial para Bolsonaro, uma base de apoio social, nas ruas e nas pesquisas de avaliação. Contrariar o segmento pode não ser uma boa ideia…

Chega. Senadores ouviram de pastores e bispos que tem sido desanimador “chover no molhado”. Já não há mais, por parte dos religiosos, alguma fé (pois é) de que Alcolumbre se explique sobre os motivos de não agendar a sabatina.

Chega 3. Portanto, os religiosos entendem que Bolsonaro, seus ministros e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, precisam não apenas partir para cima de Alcolumbre, mas garantir os votos para Mendonça.

Rasgando o jaleco. Cresceu a desconfiança no meio político de que Marcelo Queiroga topou ser mais um candidato bolsonarista em 2022.


SINAIS PARTICULARES
, Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Acelera. O MP de São Paulo defendeu que a Justiça libere a tramitação na Câmara Municipal do projeto de intervenção urbana (PIU) do Vale do Jurubatuba, na região de Interlagos, suspensa desde 2019.

Acelera 2. Se o TJ acatar, e o projeto avançar, será um passo importante, segundo a Prefeitura, para destravar o processo de desestatização do Autódromo.

CLICK. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, com Marta Lívia Suplicy (à esq.), presidente do novo Conselho Superior Feminino da entidade, e Luiza Brunet, conselheira.

Explica-se. A concessão do autódromo foi suspensa em 2020, após o TCM apontar uma série de problemas no certame. Entre eles, a falta de clareza sobre infraestrutura e a possibilidade de novos empreendimentos na região.

Grana. O projeto estabelece que, no mínimo, 40% das receitas da desestatização serão utilizadas na urbanização da região. Segundo a Prefeitura, o “PL (sobre Jurubatuba) define as regras para o uso e ocupação do solo no local, além da manutenção do espaço como equipamento para receber eventos de esporte a motor. Também determina a implantação de parque e promoção da urbanização e regularização de áreas demarcadas”.

PRONTO, FALEI!
Omar Aziz (PSD-AM), senador

“A alta no preço dos alimentos está insustentável para a maioria dos brasileiros. É preciso que algo seja feito para evitar que mais brasileiros entrem no Mapa da Fome. A crise econômica é uma realidade!”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MATHEUS LARA

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