Lideranças latinoamericanas dizem que prisão de Lula não condiz com ‘o respeito que se merece uma pessoa que derrotou a pobreza’

Lideranças latinoamericanas dizem que prisão de Lula não condiz com ‘o respeito que se merece uma pessoa que derrotou a pobreza’

Marianna Holanda

15 de julho de 2019 | 10h45

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Em encontro no México no último final de semana, políticos latinoamericanos de esquerda formaram um grupo intitulado “Progresivamente”. Dentre os manifestos que lançaram, um critica o caso do ex-presidente Lula, preso e condenado na Lava Jato, e diz que a prisão do petista não condiz com o respeito que merece alguém que “derrotou a pobreza”.

Subscrevem o texto Fernando Haddad e Aloizio Mercadante, ex-ministros da gestão petista, além do ex-presidente colombiano Ernesto Samper Pizan, ex-governadores e senadores da região.

“As condições de isolamento em que se encontra Lula neste momento não são compatíveis com a dignidade e o respeito que se merece uma pessoa que derrotou a pobreza do seu país, encaminhou a economia para o caminho da competitividade, e colocou o Brasil no cenário regional e global de maior importância estratégica”, diz o texto.

O Progresivamente decidiu criar um Comitê Latinoamericano pela Defesa da Justiça e Democracia, que vai observar casos como o do ex-presidente Lula, considerados por eles como injustos.

Citando as supostas conversas entre integrantes da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz e atual ministro Sergio Moro, o documento diz que havia “delituosa conivência” e que “violaram sistematicamente as garantias do ex-presidente a um devido processo legal”.

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