Líder do DEM é favorito para comandar CMO

Líder do DEM é favorito para comandar CMO

Coluna do Estadão

20 de janeiro de 2020 | 05h00

Foto: Gabriela Biló/Estadão

De olho nas eleições municipais deste ano, a cúpula do Congresso tem se articulado para indicar o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA), para o comando da Comissão Mista de Orçamento neste ano. A avaliação é de que os postos-chave do colegiado têm tido muita influência no direcionamento de recursos para os municípios ao deliberar sobre projetos de crédito orçamentário e sobre o próprio Orçamento da União. A corrida pelo cargo se intensificou ainda no fim do ano passado, logo após a votação da proposta orçamentária para este 2020.

De olho no futuro. Como alguns parlamentares têm intenção de disputar eleições para governador, querem se cacifar junto a suas bases no pleito deste ano. Avaliam que na CMO podem ter mais projeção sobre os governos locais.

Presta atenção. A escolha de Elmar, no entanto, não é um bom sinal para o governo. O deputado é aliado de primeira ordem do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem conduzido a Casa de forma independente.

CLICK. Sérgio Moro será o entrevistado na abertura da nova temporada do Roda Viva (TV Cultura) hoje (22h), sob comando da jornalista Vera Magalhães, do ‘Estado’.

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Legado. Se o próximo titular da Cultura mantiver o Prêmio Nacional das Artes da forma como Roberto Alvim o idealizou, os projetos serão analisados por artistas e pesquisadores alinhados com o “conservadorismo em arte”.

Legado 2. Foi isso que o ex-secretário explicou ao Estado na sexta, antes de ser demitido do cargo.

Cult. Alvim também disse abominar o funk e o hip hop, por terem “péssima qualidade estética”. “Qualquer pessoa que tenha sido exposto a uma sinfonia de Mozart percebe isso com clareza absoluta”, disse.

Ajudinha. A declaração de Paula Lavigne à Coluna sobre a indicação de Regina Duarte para a Secretaria de Cultura foi vista pelo Planalto como um sinal positivo, um empurrão para ajudar a convencer a atriz a aceitar o cargo que foi de Alvim.

No horizonte. De olho na CCJ da Câmara, Bia Kicis está otimista quanto ao futuro do Aliança. Enxerga o partido pronto para as eleições. Acha que as ações da esquerda contra a legenda ajudarão nas assinaturas.

SINAIS PARTICULARES.
Bia Kicis, deputada federal (PSL-DF)

Ilustração: Kleber Sales

Oi sumido. Com o início do ano legislativo logo ali, os articuladores do Congresso e do Executivo voltaram a trocar figurinha para combinar o que será prioridade na volta dos trabalhos. Até Jair Bolsonaro já discutiu com parlamentares sobre suas preferências.

Agenda. O governo quer priorizar na Câmara a deliberação sobre as reformas tributária e administrativa, que considera terem muito apelo junto à sociedade, e a PEC que regulamenta a prisão após condenação em segunda instância. Terá de combinar com Maia.

Estreia. O coro da Orquestra Sinfônica de São Paulo se apresentará pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial de Davos hoje. João Doria, que estará na plateia das duas apresentações previstas, escutará a Nona Sinfonia de Beethoven em português.

Oi e tchau. O evento marcará também uma mudança na regência: a nova-iorquina Marin Alsop passará a batuta para o suíço Thierry Fischer, que assume o posto oficialmente em março.

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Pedro França/Agência Senado

Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e ex-senador: “A demissão do secretário da Cultura não muda o caráter do governo Bolsonaro ao desprezar manifestações que não sigam seu credo. Isso é totalitário”.

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM MATEUS VARGAS E TÂNIA MONTEIRO.

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