Lava Jato: Queiroz Galvão pagou propina a tucano para prejudicar CPI da Petrobrás

"O ladrão roubou a casa e, em seguida, matou o vigia", diz chefe da força-tarefa da Lava Jato

Coluna do Estadão

02 Agosto 2016 | 07h49

lava jato

A construtora Queiroz Galvão pagou propina para evitar que fosse investigada pela CPI da Petrobrás no Senado em 2009. A informação foi descoberta pela 33a fase da Operação Lava jato deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal e denominada Resta Um. “Identificou-se indícios concretos de pagamento indevido de valores por executivos da construtora Queiroz Galvão com o objetivo de dificultar os trabalhar da comissão”, diz comunicado da assessoria da PF.  O ex-senador Sérgio Guerra (PSDB), morto em 2010, é acusado de receber R$ 10 milhões.

“A investigação da CPI era como um guardião da Petrobrás. As evidências indicam que o ladrão roubou a casa e, em seguida, matou o vigia”, diz o coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol. (Andreza Matais)