Lava Jato do Rio ganha pontos dentro da PGR

Lava Jato do Rio ganha pontos dentro da PGR

Coluna do Estadão

06 de agosto de 2019 | 05h00

Foto: Célio Azevedo/Agência Senado

Na contramão do crescente desgaste da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, a sensação na cúpula da PGR é de que o braço da operação do Rio de Janeiro tem tudo para continuar brilhando por estar mais alinhado ao modo de atuar de Raquel Dodge: discreta e cirúrgica nos embates, exatamente o oposto de Deltan Dallagnol. Segundo o entendimento de boa parte dos procuradores federais, o coordenador da Lava Jato curitibana pecou pela vaidade e deverá sofrer alguma punição, muito provavelmente por causa das palestras remuneradas.

Lado bom. O braço fluminense da Lava Jato frequenta menos as manchetes negativas, não propôs a criação de um fundo e, ainda assim, botou na cadeia muitos políticos graúdos. Aliás, foi o único do País a prender um governador em exercício, Luiz Fernando Pezão.

Derrapada. A Lava Jato do Rio, contudo, foi contestada no meio jurídico pela prisão de Michel Temer. Instâncias superiores reconheceram a fragilidade da acusação e mandaram soltá-lo.

Para lembrar. Dodge e a Lava Jato curitibana nunca estiveram em alinhamento. Os paranaenses apoiaram Vladimir Aras para a sucedê-la na procuradoria-geral. Ele disputou a lista tríplice, mas ficou de fora.

Juntos nessa. Sem alarde, Hamilton Mourão disse a aliados que concorda com as críticas de Jair Bolsonaro à Comissão da Verdade. O vice deu “nota dez” a um texto do general Rocha Paiva, intitulado “Comissão da Omissão da Verdade”.

Avenida… O grupo do PSL-SP defensor da candidatura de Joice Hasselmann a prefeita de São Paulo avalia que ela surfará no antipetismo ainda latente no eleitorado paulistano.

… ainda aberta. O plano é repetir a estratégia de João Doria (PSDB) em 2016. Com discurso de “gestor” e antipetista, o atual governador levou no primeiro turno e puxou votos para candidatos tucanos também no interior paulista.

Sarrafo alto. O PSL-SP sonha eleger cerca de 200 prefeitos no Estado, metade da meta em todo o País.

CLICK.  No gabinete de Adolfo Sachsida, quadro sintetiza a “missão” da Secretaria de Política Econômica. Brinca com slogan trumpista: “Faça a SPE grande de novo”.

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Atrito. O novo presidente da Codesp (Porto de Santos), Casemiro Tércio Carvalho, está em atrito com o sindicato dos trabalhadores do setor e com a Câmara de Santos. É mais uma indicação técnica do governo federal que sofre desgaste no mundo político.

Segredo. Ex-colaborador do tucano Geraldo Alckmin, nomeado em fevereiro por Bolsonaro, Carvalho quer alterar o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do porto, mas é cobrado pela falta de “diálogo”. O sindicato recorreu à Lei de Acesso à Informação.

PRONTO, FALEI!

Rosana Valle. FOTO: AG. CÂMARA

Rosana Valle, deputada federal (PSB-SP): “Sigo tranquila, resiliente e determinada, para honrar o voto de confiança que recebi. As manifestações fazem parte da democracia, mas a falta de respeito por mim e pela minha família, não. Tomarei as medidas necessárias”, sobre os atos em frente à sua casa em Santos, por ter votado a favor da Previdência. 

COM MARIANNA HOLANDA

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