Jungmann: ‘A provocação partiu dos manifestantes’

Jungmann: ‘A provocação partiu dos manifestantes’

.

Andreza Matais

24 de maio de 2017 | 18h02

Foto: Fabio Motta/Estadão

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, rebateu críticas ao decreto assinado pelo presidente Michel Temer nesta quarta-feira que autorizou o uso das forças armadas para a proteção do patrimônio público em meio as manifestações na Esplanada dos ministério, em Brasília. Enquanto acompanha a crise do Palácio do Planalto, ele conversou com a Coluna.

O decreto recebeu críticas entre políticos e até de ministro do STF.

Jungmann – O decreto é baseado no artigo 142 da Constituição. Nós fizemos isso nas Olimpíadas, duas vezes no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em Pernambuco e no Maranhão. É a mesma operação de agora.

Por que se achou necessário usar as Forças Armadas?

As Forças Armadas são acionadas quando as forças locais não têm mais condições de cumprir a ordem. E é o que está acontecendo. Os prédios públicos estão sendo depredados, as pessoas estão desesperadas. Isso é inadmissível. O Exército não está envolvido em repressão. Foi para as ruas para liberar as forças locais de segurança possam cuidar das manifestações. O pedido partiu do Rodrigo Maia e o presidente Temer atendeu.

Os militares não farão o confronto com os manifestantes?

Você não vai ver ninguém do Exército abordando, reprimindo os manifestantes. Vamos fazer a segurança dos prédios públicos. Esse tipo de ação já foi empregado oito vezes. Quando entramos as pessoas pedem para que a gente não saia. Não tem intervenção. É uma atividade normal. Existem muitas notícias desencontradas. O ministro Marco Aurélio é constitucionalista e sabe disso. (o ministro disse que preferia não acreditar ser verdadeira a notícia sobre o decreto)

Houve excessos de ambas as partes?

Não tenha dúvidas de que a provocação partiu dos manifestantes.

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao

 

 

Tudo o que sabemos sobre:

Raul Jungmann

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.