Juízes pressionam por revisão de auxílio moradia nos três Poderes

Juízes pressionam por revisão de auxílio moradia nos três Poderes

Coluna do Estadão

20 Novembro 2018 | 05h30

Prédio do Supremo Tribunal Federal. Foto: Divulgação

Com o auxílio-moradia na berlinda em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), representantes de magistrados e procuradores vão defender a revisão do benefício também no Legislativo e Executivo. “A regulamentação tem que ser feita de maneira uniforme para os três Poderes”, sustenta o presidente da Associação Nacional dos Juízes Federais, Fernando Mendes. O tema entrou na pauta depois que o Congresso aprovou reajuste salarial para o Supremo e membros do MPF. Há pressão para que o aumento só seja autorizado se eles abrirem mão do auxílio-moradia de cerca de R$ 4 mil. O valor é pago hoje até mesmo para quem tem casa própria.

Cada um no seu… O juiz nega que haja relação de causa e efeito entre o reajuste e o fim do auxílio moradia, já que o Judiciário abriu espaço no orçamento de 2019 para a despesa.

Veta Temer. O abaixo-assinado criado pelo partido Novo para pressionar Temer a vetar o aumento salarial de ministros e membros do MP já alcançou 2,6 milhões de assinaturas. A meta é chegar a 3 milhões. Temer deve sancionar o texto nesta quarta-feira.

Ele fica. No novo quadro da Polícia Federal, a aposta é que o delegado Umberto Ramos Rodrigues seja mantido na diretoria de inteligência. Ele foi nomeado pelo diretor-geral, Rogério Galloro, que será substituído.

Próximos capítulos. Advogados de Wesley e Joesley Batista esperam para março o fim da novela sobre a validade do acordo de delação. O processo, que está com o ministro Edson Fachin, chegou à fase de ouvir testemunhas.

Sem esperanças. A declaração do presidente do Supremo, Dias Toffoli, ao El País, de que a prisão de Lula respeitou a Constituição desanimou ainda mais o ex-presidente preso em Curitiba. Desde a derrota do PT, Lula anda abatido.

Caiu a ficha. A cúpula do PT começa a lamentar a estratégia de Lula de impedir que seu advogado, Sepúlveda Pertence, tente a prisão domiciliar no Supremo. Lembram que ele já está há quase oito meses na cadeia.

Sem bom dia. Governador eleito por São Paulo, João Doria (PSDB) criou um grupo de WhatsApp com os 27 colegas eleitos. Discretamente, pediu que evitem temas que não sejam de interesse de todos.

SINAIS PARTICULARES. João Doria, governador eleito por São Paulo; por Kleber Sales.

A regra é clara. Dos 3.807 candidatos que não gastaram nenhum centavo na campanha deste ano, 1.361 são mulheres, ou seja, 35%. Nesta eleição, partidos foram obrigados a destinar pelo menos 30% do fundo eleitoral para elas.

Terra à vista. A AGU intensificou os estudos sobre a polêmica envolvendo aquisição de terras brasileiras por estrangeiros. Um parecer de 2010 proíbe esse tipo de transação. A intenção é garantir investimentos internacionais no agronegócio com segurança jurídica e respeito à soberania.

CLICK. O esquema de corrupção da Petrobrás, retratado no desfile da Beija-Flor, estampa a capa do CD Sambas de Enredo 2019, que chega às lojas no fim deste mês

Juntos. Vice-presidente eleito, Hamilton Mourão tem dado prioridade a agendas de concessões ferroviárias. A tiracolo, leva Levy Fidelix, o homem do Aerotrem e presidente do PRTB. Eles têm agendas com empresas de concessões, como Rumo, MRS, Vale e Randon.

De saída. Secretário executivo da Comissão de Ética da Presidência, Gustavo Caldas pediu exoneração. Ele estava lá desde 2016.

PRONTO, FALEI!

Ministro Carlos Marun. FOTO: DIDA SAMPAIO/ ESTADAO

“É absurdo que a sociedade custeie a formação de médicos nas universidades públicas e que na hora em que precisamos tenhamos que buscá-los em Cuba”, DO MINISTRO DA SECRETARIA DE GOVERNO, CARLOS MARUN.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) e REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E ADRIANA FERRAZ. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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