Joice quer Cintra como vice e Moro no plano de governo

Joice quer Cintra como vice e Moro no plano de governo

Coluna do Estadão

19 de agosto de 2020 | 05h00

Secretário Nacional da Receita Federal, Marcos Cintra. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ex-secretário da Receita Marcos Cintra é o mais cotado para ser vice na chapa da pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PSL, Joice Hasselmann. O economista de 74 anos foi demitido por Jair Bolsonaro em setembro do ano passado. O plano de Joice passa por encampar bandeiras do “bolsonarismo” levantadas em 2018, mas deixadas de lado pelo presidente. Ela também recorre a outro ex-aliado de Bolsonaro para ajudá-la no programa de governo: Sérgio Moro. A ideia é repaginar o enfoque na economia liberal e no combate à corrupção.

Chega… O ex-juiz da Lava Jato foi convidado a contribuir com a agenda de segurança pública da candidata. Enquanto uma ala do partido ensaia recompor com Bolsonaro, outra sonha em eventualmente filiar Moro, de olho em 2022.

…junto. A opção do PSL por chapa pura se deu pelo embolado cenário na capital e a dificuldade de uma composição. Além disso, Cintra tem perfil mais técnico, com bom trânsito entre empresários e já foi vereador da capital paulista.

Vixe. Enquanto isso, em Brasília, as conversas de reconciliação entre Bolsonaro e o PSL passam por São Paulo: os bolsonaristas tentam viabilizar o nome do deputado do PSL Luiz Phillippe de Orleans e Bragança como candidato à Prefeitura, no lugar de Joice.

Agrado. Segundo aliados do presidente, garantir a legenda para o “príncipe” seria gesto importantíssimo numa eventual reconciliação com o clã Bolsonaro.

Calma. Ainda são pequenas as chances, segundo a Coluna apurou, da volta do presidente ao PSL antes das eleições. Como muitos candidatos já estão definidos, nem todos querem encampar o “selo” Bolsonaro.

CLICK. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobrevoou de helicóptero as queimadas do Pantanal. É o pior cenário de incêndios na região em 22 anos.

Reprodução/Instagram

Sou você… Tabata Amaral (PDT-SP) tem servido de exemplo dentro do PSOL do Rio para justificar o “embarreiramento” da candidatura a vereador de Thais Ferreira, também oriunda do Renova BR.

…amanhã? Os contrários à candidatura de Thaís temem a proximidade dela com empresários e, por isso, questionam sua lealdade ao PSOL. Mesmo roteiro do filme de Tabata.

Armadura. As decisões de Celso de Mello e Luiz Fux em favor de Deltan Dallagnol foram vistas no conselho como derrota a Augusto Aras. Aliás, o CNMP deve recorrer na Corte.

Armadura 2. A Lava Jato e seus braços comemoraram. Como Celso de Mello não costuma ser considerado “lavajatista”, acreditam que a proteção a Deltan Dallagnol extrapolou grupos.

SINAIS PARTICULARES.
Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba

Ilustração: Kleber Sales

Pra frente. Ficou claro para procuradores que o compartilhamento de informações de Curitiba com a PGR, hoje parada com o relator Edson Fachin, tem poucas chances de prosperar no plenário da Corte.

No prelo. O Instituto General Villas Bôas anuncia hoje o conselho editorial para relançar 200 obras-referência sobre História, Pensamento Estratégico e Democracia no Brasil.

No prelo 2. Os primeiros volumes serão produzidos pelo Senado Federal. Na lista de publicações, Geopolítica e Poder, do general Golbery do Couto e Silva, um dos estrategistas do regime militar.

PRONTO, FALEI! 

Julio Delgado. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Júlio Delgado, deputado federal (PSB-MG): “O governo dá com uma mão, mas tira com a outra. Retirar recursos da saúde neste momento é abandonar a população ao léu quando estamos nos aproximando dos 110 mil mortos pela Covid. No momento em que o governo comemora os números das pesquisas em função da concessão do auxílio emergencial, para não extrapolar o teto de gastos retira recursos da saúde”.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E SAMUEL COSTA.

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: