Jogos de azar: Bancada evangélica se diz ‘sabotada’ por líder do governo; ‘Sigo as orientações do Palácio’, diz Ricardo Barros

Jogos de azar: Bancada evangélica se diz ‘sabotada’ por líder do governo; ‘Sigo as orientações do Palácio’, diz Ricardo Barros

Matheus Lara

24 de fevereiro de 2022 | 10h05

O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP). Foto: Divulgação/Câmara.

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), integrantes da bancada evangélica partiram para cima do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, após a aprovação do texto-base do projeto que legalizar no País jogos de azar, como cassino e jogo do bicho.

Parlamentares do grupo que tentou derrubar o texto se sentiram sabotados após Barros liberar a bancada governista na votação esta madrugada. Os evangélicos têm poupado críticas ao presidente da República, atribuindo a “sabotagem” ao líder do governo. Procurado pela Coluna, porém, Ricardo Barros disse: “Sigo as orientações do Palácio”.

“O líder do governo festejou antes mesmo de abrir o resultado que eles tinham ganhado. O governo é minado, ideologicamente”, disse o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante (União-RJ).

O deputado Marco Feliciano (PL-SP) foi na mesma linha: “Com o resultado da votação de ontem, fica provado que fomos sabotados pela liderança do governo na Câmara, o que causou indignação a todos nós”, disse.

Ricardo Barros justificou que, no encaminhamento da votação, liberou os deputados e anunciou que o presidente Bolsonaro deve vetar o projeto, se aprovado. O texto foi aprovado nesta madrugada por 246 votos a 202. Agora, deputados vão discutir destaques e a previsão é que a análise comece ainda nesta quinta, 24. Depois, a proposta será encaminhada ao Senado Federal.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.