Joesley chama autor do impeachment para defender delação

Joesley chama autor do impeachment para defender delação

Luiza Pollo

15 de outubro de 2017 | 05h30

Foto: Felipe Frazão/Estadão

 

A defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud enviou para o ministro Edson Fachin, do Supremo, pareceres assinados pelos juristas Miguel Reale Junior, Geraldo Prado e Lenio Streck para defender a manutenção do acordo de delação premiada dos dois executivos da JBS. Eles sustentam que os motivos elencados por Rodrigo Janot para rescindir os acordos não param de pé. Sobre Marcelo Miller, acusado de ter sido cooptado pela dupla, dizem que não há crime. A tese é que o ex-procurador não atuou no processo no período em que esteve com Joesley.

Currículo. Ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, o jurista Miguel Reale é um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Prado é ex-desembargador e Streck, ex-procurador.

Vida real. Um pré-candidato a presidente fez pesquisas qualitativas em três capitais para entender o humor do eleitor. Resultado: é quase unânime a concordância com a frase “todo político é ladrão”. A maioria não votaria em 2018 se tivesse essa opção.

Deixa pra lá. Perguntados se tentariam convencer alguém a votar nos seus candidatos, apenas os eleitores de Lula e Bolsonaro responderam que farão campanha. Os restantes -mesmo aqueles que já têm candidatos- acham que nao farão diferença.

Plus. Partidos que sonham em lançar Luciano Huck para o Planalto em 2018 consideram que ele herdará boa parte dos votos do ex-presidente Lula caso a Justiça impeça o petista de concorrer.

Progressista. Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, vai apresentar ao partido uma proposta de governo que inclui a liberação das drogas, a começar pela maconha, e o casamento gay.

Tchau, Aécio. Os cabeças-pretas do PSDB pressionam o senador Tasso Jereissati (CE) a disputar a presidência do partido em dezembro quando termina o mandato de Aécio Neves. Se ele não topar, vão lançar outro nome.

Desvio. Recurso assinado por 120 deputados levou para o plenário a discussão de projeto que trata da negociação coletiva no serviço público. Sem a manobra, iria para a sanção.

Pode tudo. O projeto diz que são objeto de negociação coletiva “todas” as questões relacionadas aos servidores, incluindo criação e extinção de cargos, estabilidade e regime jurídico.

Faz de conta. Autor do texto, Antonio Anastasia diz que ele não obriga a isso. “A lei é procedimental. Não tem que seguir”, diz.

CLICK. A Universidade Federal da Paraíba adotou nos formulários de inscrições para seus cursos seis opções de identidade de gênero – trans, cis, travesti e não-binário.

REPRODUÇÃO

No alvo. Autor das primeiras denúncias feitas ao MPF contra Lula envolvendo o triplex do Guarujá e o sítio de Atibaia, o deputado Major Rocha (PSDB-AC) comemora: “Não acreditava que daria certo”.

Suspense. A ministra Rosa Weber, que assume a presidência do TSE em 2018, não é fã da área eleitoral, o que gera especulações no Congresso sobre se ela irá mesmo asumir o cargo no ano eleitoral. Suas preferências são pelos processos trabalhistas e tributários.

SINAIS PARTICULARES: Rosa Weber, ministra STF; por Kleber Sales

AGENDA DA SEMANA: 

17/10 – Terça-feira

Senado decide se Aécio Neves (PSDB-MG) volta ao mandato

Os senadores podem revogar também decisão do Supremo que determinou o recolhimento noturno do tucano.

19/10 – Quinta-feira

CCJ da Câmara vota a segunda denúncia contra Temer

Comissão vai decidir se acata o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que rejeita a denúncia da PGR.

COM REPORTAGEM DE LEONEL ROCHA 

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