Joesley Batista é alvo da operação Bullish

Andreza Matais

12 de maio de 2017 | 08h07

O empresário Joesley Batista, do grupo J&F, é alvo de mandado de condução coercitiva da Operação Bullish, deflagrada nesta sexta pela Polícia Federal. O mandado não foi cumprido ainda. Joesley está no exterior.

O ex-ministro Antonio Palocci também é alvo da investigação. Mas não há medidas contra ele neste momento autorizadas pela Justiça.

A Operação Bullish investiga fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES, por meio da subsidiária BNDESPar, a uma grande empresa do ramo de proteína animal de propriedade de Joesley Batista.

Os aportes, realizados a partir de junho de 2007, tinham como objetivo a aquisição de empresas também do ramo de frigoríficos no valor total de R$ 8,1 bilhões.

Realizadas após a contratação da consultoria de Palocci, as operações de desembolso dos recursos públicos tiveram tramitação recorde.

Além disso, essas transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.

COM A PALAVRA A JBS

A JBS informa que sempre pautou o seu relacionamento com bancos públicos e privados de maneira profissional e transparente. Todo o investimento do BNDES na Companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo a regras de mercado e dentro de todas as formalidades. Esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa.
Todos os atos societários advindos dos investimentos da BNDESPar foram praticados de acordo com a legislação do mercado de capitais brasileiro, são públicos e estão disponíveis no site da CVM e no site de relações com investidores da JBS.

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