Itamaraty fecha postos no Caribe e na África

Itamaraty fecha postos no Caribe e na África

Coluna do Estadão

01 de janeiro de 2020 | 05h00

O Ministério das Relações Exteriores fechou embaixadas no Caribe e na África, criadas pelos governos do PT, finalizando um processo iniciado em 2018. Com isso, sob Michel Temer e Jair Bolsonaro, foram encerradas as atividades em seis representações. A expectativa de economia ao Itamaraty é de cerca de R$ 9 milhões ao ano. Antes de tomar posse, Bolsonaro já havia prometido acabar com embaixadas “ociosas”. Na prática, significa mais um capítulo da mudança no eixo diplomático elaborado pelo PT: multilateralista e focado nas relações “sul-sul”.

Tchau. O Itamaraty fechou representações em Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Nevis, Granada, Serra Leoa e Libéria.

Balança. Os critérios do ministério: baixa representatividade de brasileiros; pouca expressão do comércio bilateral; alta concentração do volume de trabalho de caráter administrativo; e custo de manutenção.

Soberania… Diplomatas apontam que esse processo prioriza relações comerciais em detrimento, por exemplo, da importância estratégica para defesa nacional desses países caribenhos.

…e apoio. Ignora também, avaliam diplomatas, os votos dos países em organizações internacionais, como na disputa por uma vaga no Conselho de Segurança da ONU – para a qual o Brasil deve concorrer em 2021.

Como era. O governo do ex-presidente Lula abriu 44 embaixadas brasileiras, sendo 19 em países africanos, chegando a um total de 127.

CLICK. Efraim Filho (DEM-PB), novo líder do partido na Câmara, levou o colega de bancada Luiz Miranda (DF) para conhecer Ilha de Areia Vermelha (PB) neste recesso.

Coluna do Estadão

Violência. O grupo humorístico Porta dos Fundos, que fez sátira especial de Natal representando Jesus como gay, recebeu novas ameaças, mesmo depois do ataque com coquetéis molotov à sede da produtora na semana passada. Agora, atores e direção estão andando com proteção policial.

Personagens… Políticos próximos a Bolsonaro lembram de episódio que resume o estilo do presidente: o “start” para dispensar o então recém-contratado secretário de imprensa, Paulo Fona, foi dado com a cinebiografia de Edir Macedo, Nada a Perder 2.

… de 2019. O filme conta a história da traição de alguém muito próximo ao bispo. Fona tinha trabalhado com PSDB e PSB já. Bolsonaro encerra o ano sem secretário de imprensa.

SINAIS PARTICULARES.
Jair Bolsonaro, presidente da República

Ilustração: Kleber Sales/Estadão

De olho. Na avaliação de interlocutores de Rodrigo Sérgio Dias, um dos motivos de sua demissão do FNDE foi justamente o bom trânsito no Congresso. O ministro Abraham Weintraub, que já não tem lá muita articulação com parlamentares, teria ficado enciumado do indicado de Rodrigo Maia.

Ver… O relator da proposta de autonomia do Banco Central, Celso Maldaner (MDB-SC), espera que o projeto seja finalmente votado até o fim de fevereiro pelo plenário da Câmara. O deputado diz que tem a palavra do presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ).

…para crer. A promessa de que a matéria seria votada pelo Congresso foi feita ainda em 2018, durante a transição do governo de Michel Temer para o atual, de Jair Bolsonaro.

Mais uma. A proposta sobre o mesmo tema encaminhada pelo governo em abril deste ano deve ser juntada ao texto de Maldaner quando chegar ao plenário.

PRONTO, FALEI!

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Marcelo Ramos, deputado federal (PL-AM): “O Congresso criou as bases econômicas para um ano de otimismo, só espero que o destempero verbal de Jair Bolsonaro não transforme isso em frustração.”

COM REPORTAGEM DE MARIANNA HOLANDA (EDITORA INTERINA) E MARIANA HAUBERT

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