Investidores cobram Mourão por pauta ambiental do Congresso

Investidores cobram Mourão por pauta ambiental do Congresso

Coluna do Estadão

10 de julho de 2020 | 05h00

Vice-presidente, general Hamilton Mourão. FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS

Em conversa com Hamilton Mourão e ministros sobre a crise ambiental do País, investidores estrangeiros relataram preocupação especial com duas pautas legislativas, encampadas pelo Planalto: a MP da regularização fundiária e o projeto de lei da mineração em terra indígena. A impressão, resumiram, é a de que o governo brasileiro está “flexibilizando geral”. Escalado como anfitrião do encontro, por presidir o Conselho da Amazônia, o vice tentou argumentar que o debate ainda não foi encerrado e, portanto, vai prosseguir no Congresso.

Extra. De acordo com quem entende do riscado, há um problema adicional para o pedido de contribuições feito pelo vice aos empresários: o teto de gastos. Os recursos são contabilizados no Orçamento que, por sua vez, está engessado.

Help! Mourão hoje se reúne com um grupo de empresários brasileiros. A Coluna apurou que, a eles, o vice também fará pedidos de colaboração (desta vez, não necessariamente financeira): muitos têm grande “capilaridade” e boa infraestrutura na região amazônica.

Oposição. O PSB vai entrar com uma ação no Ministério Público contra Tércio Arnaud Tomaz, assessor palaciano e integrante do “gabinete de ódio” que teve páginas deletadas na ação do Facebook contra fake news. O partido quer que ele seja investigado por improbidade administrativa.

CPF? Entre aliados do presidente, há quem veja a gravidade do caso de Tércio Tomaz. A comunicação do presidente deve ser institucional, dizem. A avaliação no Planalto, porém, é a de que afastar o assessor agora seria “passar recibo”.

Não para. Mesmo com as plataformas mostrando que podem entrar no combate às fake news, o projeto de lei sobre o tema no Congresso segue firme e forte, segundo deputados envolvidos. “Tem peso nulo no debate que fazemos”, disse Orlando Silva (PCdoB-SP).

SINAIS PARTICULARES.
Humberto Jacques, vice-procurador-geral da República

Kleber Sales

Letras. Questionado sobre a crise no Ministério Público Federal, o vice-procurador-geral, Humberto Jacques, gosta de citar trecho do poema Martín Fierro, expressão máxima da alma gaúcha: “Se brigam entre si, os de fora os devoram”.

Hora da verdade. Para um importante membro do MP, a decisão de Dias Toffoli mandando a Lava Jato compartilhar bases de investigações com Augusto Aras é a chance de o País saber o real alcance das investigações (quase todas foram mantidas sob sigilo) e os acordos firmados.

CLICK. Relator da MP que socorre o turismo, Felipe Carreras (PSB-PE) esteve com o ministro Marcelo Álvaro Antônio. Quer construir um texto com o governo.

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Risco. A recente reestruturação do governo de São Paulo, que criou a Secretaria de Gestão, Orçamento e Projetos, é alvo de descontentamento de empresas. Elas dizem haver represamento de pagamentos para setores importantes da economia e com grande capacidade de gerar empregos.

Risco 2. Entre as vítimas, está a indústria da construção. Algumas obras de infraestrutura sob responsabilidade do Estado já estão sem receber por serviços prestados há três meses.

Mais. A Sabesp assinou contrato com mais seis municípios paulistas: Mauá, Paulínia, Piracaia, Ubatuba, Ilhabela e Cubatão e ficará responsável pelo saneamento de todo o litoral paulista, além de atender quase toda a região do ABC. Em tempos de novo marco legal, os investimentos somam R$ 1,66 bilhão.

PRONTO, FALEI!

Deputada Perpétua Almeida. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Pérpetua Almeida, deputada federal (PCdoB-AC): “A prisão domiciliar da esposa foragida de Fabrício Queiroz deve ser para que ela volte para casa e possa, finalmente, ser presa de verdade, né gente?”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MARIANNA HOLANDA.

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