Instituto Histórico pede ajuda para não fechar

Instituto Histórico pede ajuda para não fechar

Coluna do Estadão

30 Junho 2018 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Mais antiga instituição de cultura do País, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro luta para manter suas portas abertas. A crise financeira afetou a principal fonte de recursos da entidade. Das salas que o IHGB aluga no seu prédio no centro do Rio, 40% delas estão desocupadas. O Ministério da Cultura repassa anualmente R$ 45 mil à entidade. O valor não é reajustado há dez anos. O presidente Michel Temer já foi informado por amigos da área da situação e demonstrou interesse em fazer uma visita. O IHGB completa 180 anos em 21 de outubro.

Saídas. Há um esforço para que o Ministério da Cultura reveja o acordo de repasse financeiro feito ainda nos anos 1980. Arno Wehling, presidente do IHGB, espera, ainda, agilizar projetos via Lei Rouanet. “O instituto precisa captar outros recursos para não depender de aluguéis.”

Ação e… Representantes de editoras de livros pediram ao presidente Temer, em encontro reservado na última quinta-feira, uma atualização da Lei do Livro votada no governo Sarney. A ideia é fixar um preço único para o livro, como já ocorre em vários países.

…reação. Os editores creem que esse é o único modo de as livrarias físicas sobreviverem à ação da Amazon, que tem praticado preços muito abaixo para ganhar a concorrência.

Mesma língua. Todos ficaram bem impressionados com Temer, que soube ouvir e perguntar. Leitor ávido e autor de livros de poesia e Direito, o presidente garantiu que vai dar atenção ao setor.

Tá perto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vai ler no plenário da Casa na próxima terça-feira (3) o parecer para oficializar a criação da CPI que vai investigar o vazamento de Barcarena. Agora, há quatro pedidos de CPI na fila, entre eles, o da Lava Jato. Só faltam duas vagas.

Vai Brasil! Michel Temer bem que tentou convencer o ministro Carlos Marun a assistir ao último jogo do Brasil no seu gabinete no Planalto. A resposta: “O ambiente que cerca um presidente sempre tem que observar certa liturgia, o que não combina com um torcedor emotivo como eu”.

SINAIS PARTICULARES. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo; por Kleber Sales

Fominha. Recém-nomeado ministro, o deputado Ronaldo Fonseca (Secretaria-Geral) está caçando cargos em comissão nos órgãos subordinados para emplacar seus aliados. Uma das vítimas foi a ouvidora da Presidência, Eveline Brito, exonerada para dar espaço a Ivana Araújo, que trabalhava com ele na Câmara.

Multitarefa. O professor de chinês arrolado por Marcelo Odebrecht como testemunha na Operação Acrônimo, Alessandro Golombiewski Teixeira, é o mesmo que, enquanto ministro do Turismo no governo Dilma, posou para fotos com sua mulher, uma miss bumbum, dentro do gabinete.

CLICK. Mesmo após o PTC anunciar que não terá candidato à Presidência, o senador Fernando Collor reafirmou em Alagoas que está em pré-campanha para o Planalto.

Manivela. Um integrante da Executiva do PSB diz que, para fechar aliança com o presidenciável Ciro Gomes, o PDT precisa entregar mais. Ainda há dificuldades de coligação em alguns Estados.

Nova atividade. Afastado pela Justiça do comando da J&F, o delator Joesley Batista tem se dedicado a projetos sociais. O acordo de leniência que assinou prevê que repasse R$ 2,3 bilhões para essa finalidade.

PRONTO, FALEI. 

Torquato Jardim. Foto: André Dusek/Estadão

“Inquérito policial investiga fato para afirmar haver ou não ilícito. Fazer uso dele para devassar a vida de alguém é abuso de poder”, DO MINISTRO DA JUSTIÇA, TORQUATO JARDIM, sobre a PF pedir para prorrogar a investigação contra Temer por mais 60 dias.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU JÚLIA LINDNER

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