Insatisfeita, base quer ‘dar susto’ no governo

Insatisfeita, base quer ‘dar susto’ no governo

Coluna do Estadão

06 de outubro de 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

No plenário da Câmara, deputados da base têm combinado entre si que está na hora de “dar um susto no governo” e entregar mais votos a favor da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer do que ele espera. Neste momento, não há risco de a denúncia ser aprovada. Mas há um acúmulo de insatisfações que têm se espalhado perigosamente entre os aliados. A influente bancada mineira reclama da venda das usinas da Cemig. Deputados do Centrão cobram liberação de recursos e cargos. A negociação do Refis também deixou sequelas.

Tá tudo lá. Na decisão em que o ministro Dias Toffoli, do STF, negou veto à CPMI da JBS, ele deu os argumentos para que ministros da Corte e membros do Ministério Público rejeitem convites para prestar depoimento no colegiado.

Boca fechada. Toffoli diz que essas autoridades não podem ser chamadas para falar sobre decisões que tomaram nos processos. Argumento que será usado por Edson Fachin e Rodrigo Janot para negar a ida à CPI.

Pauta frustrada. A comissão quer ouvir Fachin por ele ter homologado a delação da JBS, e Janot, por ter fechado o acordo que concedeu, inicialmente, perdão judicial aos irmãos Batista.

Errou a mão. Até deputados tucanos governistas se irritaram ao ouvir Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) dizer que a relatoria da CCJ sobre a denúncia contra Temer era mais importante do que o PSDB.

Bronca. O líder tucano, Ricardo Tripoli (SP), reclamou publicamente do presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), por ter indicado um relator do PSDB e poupado outros partidos, como o DEM, da mesma tarefa.

Também quero. Segundo Tripoli, Pacheco atendeu ao pedido do DEM para que o deputado Marcos Rogério (AC) não fosse escolhido, mas não aceitou o pedido do PSDB. “Por que ele poupou o DEM e a gente não? Ele não agiu certo”, diz.

SINAIS PARTICULARES – RODRIGO PACHECO
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Ocupado. Interventor do Postalis, Walter de Carvalho Parente atua na mesma função em outros três fundos. Sendo assim, só terá um dia na semana para despachar no Postalis.

DNA. O presidente da Infraero, Antonio Claret, ajudou na tentativa de criação do Muda Brasil, que tem como mentor o ex-deputado Valdemar Costa Neto, chefe do PR. Ontem, o TSE impediu a criação da nova sigla. Valdemar é padrinho político de Claret.

Agora vai. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, determinou ao Senado que coloque em votação recurso da oposição ao projeto de lei que trata da renovação das concessões de telefonia. A oposição quer discutir o texto nas comissões temáticas.

Linha direta. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pediu ajuda do líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), para conseguir empréstimo no BNDES destinado a obras de recapeamento na periferia de São Paulo.

Rapidinho. Baleia já levou o pleito para o presidente Michel Temer, que prometeu ajudar. O Planalto tem tratado as demandas de Doria como prioridade desde que o governador Geraldo Alckmin não impediu votos contra o presidente na primeira denúncia.

CLICK. O motorista do ministro Luiz Fux entrou na contramão para deixá-lo na entrada principal do Supremo Tribunal Federal (STF), que dá acesso ao plenário.

Com a palavra. A Coluna não conseguiu contato com a assessoria do ministro Fux, que foi procurada na noite de ontem por telefone.

Foto: Coluna do Estadão

 

BOMBOU NAS REDES

“A sociedade está farta com o aumento da insegurança pública. Precisamos endurecer o combate ao crime organizado, dentro e fora dos presídios”, DE ALEXANDRE DE MORAES, MINISTRO DO STF

 

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