Inquérito contra Temer será concluído em etapas pela PF

Inquérito contra Temer será concluído em etapas pela PF

Luiza Pollo

15 de junho de 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

Com prazo até a segunda-feira, 19, para entregar o inquérito que investiga o presidente Michel Temer, a Polícia Federal deve voltar a pedir mais tempo para concluir toda a investigação. Num primeiro momento, já na próxima semana, a PF deve encerrar o caso que relaciona Rodrigo Rocha Loures, “o homem da mala”, ao presidente Temer. Quanto aos demais fatos, neste momento, a expectativa é de que informe ao STF ser necessário um maior aprofundamento. A perícia das gravações feitas pelo delator Joesley Batista está quase finalizada.

Chorinho. A PF pediu ao STF dez dias para concluir o inquérito contra Temer, prazo que terminaria na sexta, 23, mas Edson Fachin só concedeu cinco.

Suplícios. Desesperado desde a prisão da irmã, Aécio Neves telefonou para senadores pedindo que interviessem com o ministro Gilmar Mendes, do STF, para que atuasse pela soltura de Andrea Neves.

É engano. Investigado em oito inquéritos e alvo de interceptação telefônica pela PF, Aécio deixou seus interlocutores mudos. Andrea Neves continua presa.

Grande família. Michel Temer tem demonstrado preocupação com a exposição de Maristela Temer, sua filha, após a PF descobrir que um dos investigados na Operação Patmos tocou obras na casa dela.

Tête-à-tête. Ontem à noite, Temer visitou a filha justamente para confortá-la e apoiá-la. Na semana retrasada, ele também pegou um avião para visitá-la em SP.

Batendo bumbo. O governo quer fazer grande barulho no fim do mês para badalar o programa Avançar, plano que substitui o PAC, em mais uma estratégia para tentar driblar a crise.

Tô de olho. Não é só o Planalto que está irritado com os rebeldes do PSDB. Integrantes de outros partidos da base dizem que os tucanos dissidentes agem apenas de olho nas próximas eleições de 2018.

Ajoelhou… Se as reformas sobreviverem à crise política, os aliados – especialmente o antigo Centrão – vão exigir que o governo cobre fidelidade dessa ala tucana nessas votações.

Tamo junto. Depois de ter saído em defesa da Abin, negando bisbilhotagem, seja contra o relator da Lava Jato, Edson Fachin, seja contra qualquer outro cidadão, o ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, visitou ontem a agência.

Recado dado. O ministro orientou os servidores a, se alguém procurá-los sobre o assunto, “que digam apenas a verdade”. “Estamos protegidos pela verdade”, afirmou Etchegoyen na visita.

Hierarquia. A Agência Brasileira de Inteligência é subordinada ao GSI.

CLICK. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, se reúne com a presidente do STF, Cármen Lúcia, para falar da paralisação das obras da Transposição do São Francisco.

Foto: Facebook Eunício Oliveira

Vem que tem. O DEM, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tenta cooptar cerca de 20 deputados do PSB. A estratégia transformaria a sigla numa das maiores bancadas da Casa.

Meu lado. O PSD de Gilberto Kassab deve evitar fechar questão em relação à denúncia da Procuradoria-Geral contra Temer, mas nos bastidores pretende absolver o presidente em consideração ao ministro.

Me errem. A assessoria do senador Omar Aziz (PSD-AM) nega que ele tenha herdado a nomeação para o comando do Distrito de Saúde Indígena de Parintins, antes controlada pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

Pré-feriado. O delator Joesley Batista passou o dia de folga ontem na agenda de depoimentos que veio prestar no Brasil.

SINAIS PARTICULARES  – JOESLEY BATISTA

ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

 

PRONTO, FALEI

Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

“O Brasil perdeu um bastião não somente do jornalismo ético, honesto e decente. Perdeu um bastião da democracia”, sobre a morte de Jorge Bastos Moreno