Inquérito contra Temer causa atritos na polícia

Inquérito contra Temer causa atritos na polícia

Coluna do Estadão

01 Agosto 2018 | 05h30

FOTO: Reprodução

Na decisão em que permitiu, no fim de junho, a prorrogação do Inquérito dos Portos, o ministro Luís Roberto Barroso foi específico. “Autorizo o delegado Cleyber Malta Lopes a prosseguir com as diligências de investigação”, escreveu. A menção ao nome do delegado, pouco usual, não passou despercebida dentro da PF e foi vista como uma blindagem para evitar sua substituição no caso. A Coluna apurou que há divergências internas sobre a forma como Lopes conduz a investigação, que tem como principal alvo o presidente Michel Temer.

Vai encarar? O que mais chamou a atenção na PF foi o ministro ter citado no despacho o Parágrafo 4.º da Lei 12.830/2013, pelo qual um delegado só pode ser substituído no inquérito se o superior hierárquico fundamentar a decisão, apontando interesse público ou falhas na investigação.

Flechadas. Uma das críticas ao delegado Cleyber Malta Lopes é que ele tem ouvido mais o ministro Barroso do que seus colegas e está demorando demais para concluir as apurações iniciadas há dez meses, embora tenha recebido toda a infraestrutura pedida.

Com a palavra. O ministro Barroso disse que não comenta investigação sob sigilo. Procurada, a assessoria da PF negou intenção de substituir o delegado no inquérito dos Portos e disse que o prazo é estabelecido pelo ministro.

Passou em branco. No lançamento da candidatura de General Theofilo (PSDB) ao governo do Ceará, domingo, o senador Tasso Jereissati não citou uma única vez o nome do presidenciável Geraldo Alckmin. Tasso é coordenador da campanha do tucano ao Palácio do Planalto.

Apoio virtual. A assessoria de Tasso diz que foi exibido um vídeo de Alckmin na convenção. No evento, o senador disse que vai encerrar a vida pública ao final do mandato, em 2023, quando terá 74 anos, para dar oportunidade aos jovens.

Cirão da massa. Com dificuldade para fechar alianças, o presidenciável Ciro Gomes tem visitado universidades. Segundo Manoel Dias, secretário-geral do PDT, ele já foi a mais de 60 e, em muitas, consegue até filiar estudantes.

A esperança é… A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, convocou para 10 de agosto reunião que pode tratar de reajuste de 16,38% à categoria. Caso o aumento seja aprovado, pelo menos três Estados não poderão repassá-lo por estarem no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal – RJ, RS e Minas.

Povo fala. Alckmin contou ao Centrão ter encomendado pesquisa com alguns dos nomes indicados para vice na sua chapa. Entre eles, Aldo Rebelo, Margarete Coelho e Tereza Cristina. Ana Amélia (RS) não entrou na pesquisa. O PP quer reelegê-la ao Senado.

SINAIS PARTICULARES. Ana Amélia, senadora (PP-RS); por Kleber Sales.

CLICK. Candidata à reeleição, a deputada Cristiane Brasil pediu ajuda para escolher qual foto enviará para a urna eletrônica. Depois, arrependeu-se e apagou a postagem.

Reprodução/Twitter

O problema… Análise preliminar do TCU não encontrou irregularidades na cobrança de bagagens por companhias aéreas autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A auditoria foi pedida pelo ministro Vital do Rêgo.

…é outro. Há uma avaliação de que a medida deveria ter sido acompanhada pela abertura do mercado para empresas estrangeiras, para aumentar a concorrência, o que não ocorreu.

PRONTO, FALEI!

Reprodução/PSB

“Defendo aliança do PSB com o PDT de Ciro Gomes. Melhor que ficar neutro ou apoiar o PT”, DO DEPUTADO FEDERAL E COTADO PARA VICE DE CIRO GOMES, LUCIANO DUCCI (PSB-PR), sobre coligação do PSB na corrida presidencial.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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